Apologéticos

Em sua edição de dezembro de 2003, a Revista Superinteressante traz como matéria de capa o assunto “São Paulo Traiu Jesus? Sem Paulo de Tarso, o Cristianismo que você conhece não existiria. Agora surge a polêmica: ele é o herói que disseminou a fé em Cristo ou o vilão que deturpou as palavras de Cristo para sempre?Revista Superinteressante 2003/12 A reportagem baseia-se em teologias críticas do século XVII, segundo as quais o apóstolo Paulo, um dos principais personagens da história cristã primitiva e autor de vários livros do Novo Testamento, teria distorcido os ensinos originais do Cristianismo, ao tornar a circuncisão desnecessária aos gentios e, influenciado por ideias gregas sobre semideuses, elevar o “profeta” judeu Jesus a uma figura divina. Em oposição a tais ideias, podemos fazer diversos apontamentos.

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.

Isaías 7:14

Os críticos muitas vezes afirmam que este versículo nunca se destinou a ser uma profecia messiânica. Eles apontam que Isaías 7 descreve um encontro entre Isaías e o rei Acaz. O ‘sinal’ em Isaías 7:14 é oferecido ao rei para assegurar-lhe que Deus livrará Judá da sua coalizão de inimigos. O sinal de um Messias que nasceria muito tempo depois que o rei Acaz estava morto não parece cumprir o objetivo. Eles argumentam, portanto, que Isaías 7:14 só poderia estar falando sobre algo que aconteceu pouco depois que Isaías falou essas palavras e não tinha nada a ver com o Messias.

Como de costume em toda época de pré-Páscoa e pré-Natal, a revista Superinteressante lança uma edição questionando a veracidade histórica da Bíblia. Já vimos ataques a Abraão, Moisés, Paulo, Judas, Jesus... Na última vez havia sido a virgem Maria (minha análise da revista: 'A Verdadeira Maria'? Comentários à Revista Superinteressante), e agora, foi a vez de Maria Madalena. Depois de ler as 10 páginas dedicadas ao tema na edição 381 da revista, trago minhas considerações.

Já é costume. Chega a época das grandes festividades cristãs, como o Natal e a Páscoa, a Revista Superinteressante publica matérias questionando aspectos históricos e teológicos da Bíblia. Dessa vez não foi diferente. Em reportagem de Reinaldo José Lopes, nas páginas 26 a 35 da edição 370 da revista, a Virgem Maria foi a personagem bíblica da vez. Assim afirma a chamada da revista:

A VERDADEIRA MARIA. Ela era mais rica e independente do que reza o mito. Teve pelo menos sete filhos. E dois deles se tornaram líderes religiosos. Conheça a figura humana por trás da Mãe de Deus.”

Gostaria de fazer alguns comentários sobre pontos específicos da matéria.

Este é um paralelo potencial que muitas pessoas familiarizadas com a Bíblia e a mitologia grega se perguntaram. Tanto Sansão quanto Hercules são bem conhecidos por sua força lendária, e existem muitas outras semelhanças entre os dois.

Os céticos/deístas/ateístas muitas vezes levantam a questão da Terra sendo colocada sobre pilares em 1 Samuel 2:8 como supostamente provando que os escritores da Bíblia ensinaram uma teoria não-científica. Aqui está uma breve resposta a este absurdo:

Histórias sobre uma inundação global e uma família sobrevivente ocorrem por todo o mundo. Embora não sejam tão comuns, existem histórias sobre uma época em que existia apenas um idioma.

A primeira parte de Isaías 40:22 diz: “É ele [isto é, Deus] quem se assenta acima do círculo da Terra”. Alguns argumentaram a partir disto que as Escrituras ensinam que a Terra é um disco plano, ao invés de um globo. No entanto, mesmo se o hebraico original for corretamente entendido como se referindo a um círculo, isso não indica necessariamente algo plano; uma esfera aparece como um círculo quando vista de cima - e certamente de qualquer direção que seja vista. Além disso, há boas razões para acreditar que a palavra traduzida como ‘círculo’ poderia ser melhor traduzida por ‘esfera’.

Não há alguém mais popular do que Jesus em toda a história humana. Mais livros foram escritos, mais músicas foram compostas e mais poemas foram declamados com a influência de Jesus do que de qualquer outra pessoa. A influência de Cristo se estende à Arte, à Literatura, à Política, à Ciência, à Filosofia, à Teologia e a quaisquer outros campos da existência humana.