Rede na Praia ao pôr do sol

Quanto à dispensação da "lei" estamos livres, sem nenhuma obrigação; Jesus removeu aquele sistema de nosso caminho e colocou-nos debaixo da graça. Nós não estamos "debaixo da lei".

Acaso isto nos dá o direito de transgredir a lei moral, isto é, de pecar? Estamos livres dos princípios morais? "De modo nenhum!" - no dizer de Paulo (Romanos 6.15).

"Livres da lei" (Romanos 7.6 - note-se que não há o artigo no original grego) não significa que se é livre para se fazer o que se quer, mas sim o que se deve. A liberdade é sempre protegida pela lei. Não é licença. A licença não é liberdade, pois gera sempre maior confusão. A verdadeira liberdade está dentro da lei e não na sua violação.

A) Os Princípios do Decálogo Ainda Estão em Vigor.

  1. Romanos 6. 15; 1 João 3.4. Por estarmos "debaixo da graça", não é motivo para pecarmos, transgredindo a lei. Não estamos livres das obrigações dos princípios morais, da obediência ao padrão que Deus estabeleceu.
  2. Efésios 6.2; 1 Coríntios 10.14; Romanos 13.9; Tiago 5.12. Inspirados pelo Espírito Santo, os apóstolos Paulo e Tiago citaram o Decálogo em seus escritos, demonstrando que ele ainda é obrigatório. Dizer que "todos os Dez Mandamentos, exceto o quarto são reiterados em o Novo Testamento" é uma incoerência, pois ou os Dez Mandamentos permanecem juntos ou caem juntos. Pode-se observar, também, que a obrigação de obedecer às leis apresentadas no Novo Testamento equivale a estar tão "debaixo da lei" como no caso do Decálogo.
  3. Efésios 6.2; 1 Coríntios 10.14; Romanos 13.9; Tiago 5.12. Inspirados pelo Espírito Santo, os apóstolos Paulo e Tiago citaram o Decálogo em seus escritos, demonstrando que ele ainda é obrigatório. Dizer que "todos os Dez Mandamentos, exceto o quarto são reiterados em o Novo Testamento" é uma incoerência, pois ou os Dez Mandamentos permanecem juntos ou caem juntos. Pode-se observar, também, que a obrigação de obedecer às leis apresentadas no Novo Testamento equivale a estar tão "debaixo da lei" como no caso do Decálogo.
    • O sábado, também, remonta ao princípio. Essa mesma lei foi, para os crentes, transferida para as "tábuas de carne do coração". Não é algo exterior - os seus princípios são parte integrante do nosso ser. O novo concerto não é uma mudança das leis, mas um cancelamento dos pecados, escrevendo as mesmas leis em nosso coração. A diferença não está nas justas exigências de Deus e sim no motivo da obediência.

B) A Lei é o Nosso Padrão de Conduta.

  1. Talvez, a nossa primeira observação seja que Deus libertou o seu povo e então lhe deu a sua lei para orientá-lo na sua peregrinação. Paulo teve o mesmo pensamento quando disse "Operai a vossa própria salvação". (Filipenses 2: 12).
  2. I Timóteo 1.8. Usar a lei "legitimamente" é considerá-la como um imutável padrão de conduta, dado por Deus; não que esperemos conseguir salvação por meio dela, nem que a observemos por temor, mas usando-a como uma escala métrica pela qual possamos medir a nossa vida. Como filhos de Deus queremos fazer a sua vontade.
    • Cheguemo-nos ao seu padrão. Lá encontraremos as diretrizes para guiar-nos em nosso comportamento cristão. Sendo livres da maldição da lei pela fé em Cristo, não buscamos nela a justiça; mas somente em Cristo. Contudo, a mesma lei que nos convence do pecado e da culpa, ainda é o padrão de Deus. O que era pecado antes da salvação, ainda, o é depois.
  3. Romanos 3:31. O pecador "estabelece a lei" pelo reconhecimento do seu pecado, da sua culpa, da justiça da sua condenação por ela. O cristão a estabelece admitindo a força obrigatória dos seus requisitos de justiça e vivendo de acordo com os seus preceitos pelo poder do Espírito Santo.
  4. Romanos 8.3,4. A "justiça da lei" - isto é, o padrão de justiça que Deus estabeleceu - é cumprida em nós por obra do Espírito Santo: o que certamente significa que a lei é o padrão pelo qual devemos viver. A diferença, como disse alguém, é que a lei diz: "Faça isto e viva", enquanto a graça diz "Viva e faça isto". `A carne" não podia satisfazer o padrão de Deus; o Espírito Santo é quem nos capacita.
  5. I João 2.6. Jesus Cristo observou a lei moral. Se confiarmos nele, seguiremos o seu exemplo, pela sua força.

C) Liberdade em Obediência por Amor.

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  1. Tiago 2.12; João 8.34; 1 João 3:4. Observar os Dez Mandamentos escritos no coração é viver de acordo com a "lei da liberdade"; violá-los é tornar-se "servo do pecado".
  2. Romanos 13.10; João 14.15; 1 João 5.3. O amor não é a revogação da lei, mas o seu cumprimento em pronta obediência. Por estarmos "salvos pela graça" não quer dizer que não estamos obrigados à obediência. O amor é a mais forte razão da obediência. Se a obediência não for para nós um motivo de satisfação, é melhor que investiguemos quanto à realidade da nossa salvação. Manifestamos o nosso amor a Deus fazendo a sua vontade - adaptando a nossa vida ao padrão que ele estabeleceu.
  3. João 2.3,4; João 17.3 (inicial). A vida eterna é "conhecer a Deus" - e uma evidência disto é a guarda dos seus mandamentos.

D) Base do Julgamento:

  1. Hebreus 10.30 (final); Tiago 2.12,13; Romanos 14.12. O povo do Senhor - os cristão, os crentes - nunca estará diante do "grande trono branco", porque os seus pecados já foram julgados e as suas culpas removidas pela fé na morte de Cristo, no Calvário. Porém, comparecerá perante o "tribunal de Cristo", não para salvação, mas para a concessão de galardões. A base deste julgamento é a lei - de que forma correspondemos ao padrão de Deus. Salvos pela graça - julgados pela lei.
  2. Apocalipse 12.17; 14.12; 22.14. Sabemos que Apocalipse 22.14 é uma passagem controvertida, porém, muitas autoridades antigas traduzem-na "guardam os seus mandamentos", conforme consta nas outras duas passagens citadas. No último dia, aqueles que pertencem ao Senhor, que têm direito à árvore da vida, que podem entrar na cidade, são os que não somente têm a "fé de Jesus", mas, também, "guardam os mandamentos de Deus".

Conclusão do capítulo

A vontade de Deus quanto à conduta do homem é sempre a mesma. Essa vontade está expressa basicamente nos grandes e eternos princípios dos Dez Mandamentos. Estes definem o pecado, medem a conduta do cristão e são a base do seu julgamento para os galardões.

Esses Dez Mandamentos nunca foram abolidos. A graça engrandece a lei e a torna ainda mais obrigatória do que era antes dela, e com a obrigação dá o poder para viver conforme seu padrão. Debaixo da graça temos nova relação para com a lei. Ela é escrita em nosso coração e a obedecemos em amor e gratidão a Deus pela nossa salvação.

O Dr. H. A. Ironside declara concisamente: "A dificuldade para muitos... é que não podem perceber a diferença entre a obediência leal, por amor, de um coração consagrado e a obediência legal que é oferecida a Deus como se ela fosse meritória em si mesma".

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