Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR teu Deus. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.

Deuteronômio 5:12-15

Com base nesse texto, alguns alegam que o mandamento acerca do Sábado foi dado para o povo de Israel, como lembrete da libertação da escravidão no Egito que o Senhor lhes tinha trazido. Era um sinal entre Deus e Israel, um mandamento específico para o povo judeu, válido apenas na Antiga Aliança. Será válida essa alegação?

Quase toda a geração de israelitas que havia saído do Egito já havia perecido devido à sua incredulidade. Deuteronômio apresenta uma recapitulação e explicação da Lei, clarificando suas prescrições para o povo (Deuteronômio 1:5). Moisés exortou o povo para que se lembrasse de sua aliança com Deus e renovasse o seu juramento de fidelidade para com Ele. A palavra “Deuteronômio” significa repetição da lei, e Moisés simplesmente recorda ao povo o privilégio que tinham de observar um dia para descanso e dedicação a Deus, o que não desfrutavam quando escravos no Egito.

O quarto mandamento (Êxodo 20.8-11), escrito por Deus em tábuas de pedra (indicando a eternidade da Lei), apontava o repouso do Sábado como um memorial do fato de que Deus havia criado todas as coisas em seis dias, e descansado, abençoado e santificado o dia sétimo, o Sábado (Gênesis 2:1-3). Assim, vemos como o sábado é não só um “memorial da criação”, como também da redenção. Os que foram redimidos da escravidão do Egito de pecado são os que gratamente dedicam ao Senhor todo um dia de 24 horas completo uma vez por semana. Deuteronômio 5 não restringe, mas amplia, oferece um novo motivo pelo qual o povo de Israel devia celebrar o dia de Sábado.

“Estas Dez Palavras (como são conhecidas no hebraico) formam o sumário dos elementos fundamentais da Torá. Tais ordenanças chegaram a nós em duas versões: uma apresentada no monte Sinai (Êxodo 20:3-17) e outra exposta um pouco antes da morte de Moisés (Deuteronômio 5:6-21). As diferenças entre elas devem ser explicadas de acordo com o novo tempo que seria vivido por Israel, que estava prestes a entrar na Terra Prometida. Posteriormente, Jesus confirmou a validade da lei moral (Mateus 5:17-18; Marcos 12:31), pois o poder desta na administração da nova aliança reside nos ensinamentos de Cristo, em Sua interpretação e na forma como Ele aplicou a Lei.”

(Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen, H. Wayne House; O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento, pág. 359)

“É digno de nota que nenhum destes mandamentos, ou parte deles, pode… ser considerado cerimonial. Todos são morais e, consequentemente, de eterna obrigação”.

(Adam Clarke, Comentário Bíblico, vol. 1, pág. 20)

“Visto que a lei moral de Deus é baseada em seus atributos imutáveis perfeitos, qualquer ideia de que ela era para Israel somente, ou para uma dispensação anterior, é antibíblica. A lei moral de Deus é resumida nos Dez Mandamentos (o Decálogo). O número dez na Escritura indica plenitude ou completude. Assim, os Dez Mandamentos representam o padrão ético inteiro dado à humanidade por toda a Bíblia. ... O fato que Deus escreveu a lei com seu próprio dedo na pedra ensina que a lei é perpétua e pretende instilar em nós quão seriamente Deus toma sua lei.

(Brian Schwertley, teólogo Presbiteriano, em: God’s Law For Modern Man)

“…e repousou no dia sétimo - não para repousar de esgotamento pelo trabalho (veja Isaías 40:28), mas cessou de trabalhar, dando um exemplo, que equivale a um mandamento, para que nós também suspendamos toda classe de trabalho. 3. Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou - fazendo uma distinção própria sobre os outros seis dias, demonstra que foi dedicado para fins sagrados. …É uma lei sábia e benéfica, pois proporciona aquele intervalo regular de descanso que requer a natureza física do homem e dos animais empregados em seu serviço, e a não observância do mesmo traz em ambos os casos uma decadência prematura.”

(Jamieson, Fausset e Brown, teólogos Batistas, Comentario Exegetico y Explicativo de La Biblia, tomo I, pág. 21)

O Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico, declara:

“Por este mandamento encontramos que… o Sábado não só é mencionado como ‘deleite’, mas que também é predita sua fiel observância como uma característica do período messiânico. (…) o Sábado foi instituído desde o princípio do mundo, e que foi designado para ser de obrigação universal e permanente.”

(Artigo “O Quarto Mandamento”, publicado na revista “Os Puritanos”)

“Percebemos... a importância e o valor do sábado, como comemorativo do ato divino da Criação e, necessariamente da personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como o memorial estabelecido de Sua atividade criadora. A instituição do sábado antedata o decálogo e forma uma parte da lei moral. Feito na criação, ele se aplica ao homem em toda a parte e em época, em seu atual estado de criatura.”

(A. H. Strong, Systematic Theology, pág. 408)

Broadus, renomado comentarista Batista:

“Mas o sábado permanece ainda, pois que existia antes de Israel, e era desde a criação um dia designado por Deus para ser santificado (Gênesis 2:3)...”

(John A. Broadus, Comentário de Mateus, vol. 1, pág. 345)

É do autor Presbiteriano T. C. Blake a seguinte afirmação, na obra “Theology Condensed”:

“O sábado é parte dos… Dez Mandamentos. Só isto já define a questão da perpetuidade de sua instituição. Até… que possa ser mostrado que toda a Lei Moral foi rejeitada, o sábado permanecerá. (…) O ensino de Cristo confirma a perpetuidade do sábado”. (pág. 474-475)

“Sabemos também, pelo testemunho de Filo, Hesíodo, Josefo, Porfírio e outros, que a divisão do tempo em semanas e a observância do sétimo dia eram comuns nas nações da antiguidade. Como, então, poderia ter-se originado a não ser pela tradição, que vinha de sua instituição no jardim do Éden?”

(John G. Butler, Natural and Revealed Theology, pág. 396)

“O sábado foi obrigatório no Éden, e tem estado em vigor desde então. Esse quarto mandamento principia com a palavra ‘lembra-te’ mostrando que já existia quando Deus redigiu Sua lei nas tábuas de pedra no Sinai. Como podem os homens alegar que esse mandamento foi eliminado quando admitem que os outros nove estão ainda em vigor?”

(D. L. Moody, Weighed and Wanting, ed. 1898, pág. 46, 47)

Concluímos com as palavras do teólogo Batista do Sétimo Dia Lester G. Osborn:

“Na verdade, esse dia foi confiado aos judeus (Cf. Neemias 9:12-14, “e o Teu santo Sábado lhes fizeste conhecer”), como igualmente o foram as Escrituras, o monoteísmo e as profecias – a fim de preservá-los para o mundo. Entretanto, eles não têm o monopólio do Sábado, como também não o tem das outras coisas, ou de Cristo, que segundo a carne foi judeu.”

(Sábado – Santo dia de Deus, pág. 7) 

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