Os chamados livros apócrifos foram acrescentados à Bíblia pela Igreja Católica em 8 de abril de 1546 no Concílio de Trento (1545 - 1563). Trata-se do livro de Tobias, Judite, Sabedorias de Salomão, Eclesiástico, Barucque, A Epístola de Jeremias, 1 e 2 Macabeus e acréscimos feitos a Ester e a Daniel. Wayne Grudem alista 4 fatos que comprovam que você não pode aceitá-los com Palavras de Deus: 

  1. Eles não atribuem a si inspiração divina;
  2. Não foram considerados Palavra de Deus pelo povo judeu;
  3. Não foram considerados como Escrituras por Jesus nem pelos escritores do Novo   Testamento;
  4. Contêm ensinos incoerentes com o restante da Bíblia.

 Erros, absurdos, comprovam que não são divinos:

  1. Judite e Tobias - contêm erros históricos, cronológicos e geográficos;
  2. Sabedorias de Salomão - ensina a  criação do mundo a partir de matéria preexistente (11.17);
  3. Eclesiástico - ensina que dar esmolas traz em a expiação do pecado. (3.30);
  4. Barucque - diz que Deus ouve as orações dos mortos (3.4);
  5. I Macabeus - em 15.38-39 o escritor pede desculpas pelos erros. Como poderiam ser livros inspirados?

O Pr Airton Evangelista da Costa escreve:

Apócrifos [do grego apókripho: oculto, escondido] no sentido religioso diz respeito aos livros “não genuínos”, “espúrios”, não reconhecidos como de inspiração divina, quer pela comunidade judaica, quer pela cristã-evangélica. São chamados livros não canônicos. São 14 os apócrifos: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeu, 2 Macabeu, Ester (acréscimo ao livro Ester, 10.4 – 16.24), Cântico dos três Santos Filhos (acréscimo ao livro de Daniel, 3.24-90), História de Suzana (acréscimo ao livro de Daniel, cap.13), Bel e o Dragão (acréscimo ao livro de Daniel, capítulo 14). Estes onze apócrifos foram aprovados pela Igreja Romana em 18 de abril de 1546, e passaram a fazer parte da Bíblia editadas pela referida denominação. Os demais são: 3 Esdras, 4 Esdras, e A Oração de Manassés. Os livros apócrifos foram escritos nos 400 anos do Período Interbíblico, isto é, entre Malaquias e Mateus, ou entre o Antigo e o Novo Testamento, época de ausência total da revelação divina. Este é o principal motivo para excluir-lhes a canonicidade, além do fato de não terem sido mencionados em outros livros reconhecidamente divinos.

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