Igreja Católica Apostólica Romana

Paulo era um devoto à tradição dos antigos como muitos católicos que guardam com sinceridade a tradição dos parentes, seguindo novenas, procissão, o batismo e crisma. Paulo também era pagador de votos (promessas) e desde a infância guardava os mandamentos. Mas, ele diz em Atos dos Apóstolos 22 e 23 que estas práticas de nada valeram para salvá-lo. Foi preciso encontrar-se com o Salvador.

A Bíblia fala de Cornélio (Atos dos Apóstolos 10:2): “Ele era religioso com toda sua casa, fazia esmolas e orava a Deus”. Pedro, porém, mostrou-lhe o único meio de ser perdoado e salvo.

Para o catolicismo, as boas obras ajudam na salvação. Tal crença despreza o grande amor de Deus.

De acordo com o historiador Jacques Le Goff, “a Igreja instaurou no século XIII o processo inquisitório, confiando a juízes especiais a tarefa de obterem a confissão dos acusados. Esta procura de confissão, aliada à decisão do IV Concílio de Latrão, em 1215, tomou obrigatória para todos os fieis uma confissão privada a um padre”. Por sentir-se ameaçada, “recorreu a meios moralmente inaceitáveis” de acordo com a história, portanto, a confissão trata-se inicialmente de uma forma criada pela Igreja para obter informações sobre a vida do devoto, prevenindo-se caso este setomasse uma ameaça.

Acredita-se que se a criança morrer sem se batizar, irá para o limbo e “ficará numa sombra eterna”, sendo considerada pagã. A Bíblia, contudo, revela a salvação pela fé, em Jesus como o único Senhor e Salvador, seguida de arrependimento. O batismo trata do ato de obediência que expressará essa fé, a morte para a vida sem Cristo e o renascimento para uma nova vida.

Segundo o Catecismo Católico, foi a Igreja mesma que formulou a doutrina do purgatório no Concílio de Florença (1439) e de Trento (1549-1563). Ela não existia na Igreja Primitiva. O historiador Jacques Le Goff diz que trata do além inventado pela Igreja para “a remissão de certos pecados, após a morte, iniciado com as orações pelos mortos e atos a favor dos defuntos”. Se já somos purificados pelo sangue de Jesus de todo pecado, de que serve essa doutrina? (1 João 1:7)

A Bíblia responde que cada crente é um sacerdote (1Pd 2:9; Isaías 61:6). O casamento de sacerdotes foi proibido em 1074 d.C. por Gregório VII. A Bíblia, porém, deixa claro que o casamento é uma benção e aconselha o sacerdote a casar-se (Êxodo 28:1; Levíticos 21:13-14; 1 Timóteo 3:2-4). Não será por cauda desta proibição que tem havido tantos casos de homossexualismo e pedofilia envolvendo padres?

A Bíblia responde que estas práticas têm ligação com os mortos (Eclesiastes 9:4-5; 2 Samuel 12:22-23; Lucas 16:19-31; Levíticos 20:6-27; 1 Crônicas 10:13; 2 Crônicas 33:6; Isaías 2:6; Isaías 8:19-20; Deuteronômio 18:9-12). A missa de sétimo-dia é herdada de crenças pagãs. Acreditava-se que a alma faria uma longa jornada, precisando, assim, de ajuda extra para a viagem: Após a morte não há mais chance de arrependimento (Lucas 13:3).

Para eles a hóstia se transforma no corpo de Cristo. Acaso, o Deus vivo poderia se tornar coisa inanimada para ser ingerida? Isso é um absurdo! Baseiam-se na afirmação: “Este é o meu e corpo”. Mas, Jesus também disse que é a porta e nem por isso tem fechadura! Ora, trata-se apenas de uma comparação, uma figura de linguagem! Essa crença católica, que atribui alma às coisas, foi estabelecida em 1200 d.C. Ela foi herdada de práticas egípcias e do animismo (ânima-alma).

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100 Respostas Bíblicas para o Catolicismo é um livro de Édino Melo (Editora Ferramenta) que traz respostas bíblicas ao catolicismo.