A incrível história de como o conteúdo de The Great Controversy (O Grande Conflito) foi copiado por Ellen G. White de outras obras e depois ela afirmou que tinha sido inspirado!

A experiência ensina que a verdade precisa ser redefinida cada geração ou duas. Isto não quer dizer que a verdade muda, senão que nossas percepções mudam se nossas mentes estão ativas e em processo de desenvolvimento. Os historiadores sabem isto. Os políticos o entendem. Os economistas trabalham sobre a mesma suposição. E muitas pessoas sensatas o aprendem.

Só os administradores de sistemas teológicos encontram este princípio difícil de aceitar. Quanto mais conservadores são a organização religiosa e a gente que aprova seu credo, mais difícil é fazer o ajuste mental necessário. No outro extremo, se os administradores teológicos e sua gente aceitaram o engano de que sua verdade, seu Deus, seu profeta, ou seu santo são todos iguais, ou são um e o mesmo, é quase impossível efetuar qualquer mudança para a luz do progresso.

Novamente, as quatro técnicas essenciais que usa a classe de mentira branca que oferecem os supervendedores são: (a) elogiar qualquer coisa rara ou misteriosa a respeito da pessoa que tem de ser venerada, de maneira que ele ou ela seja visto ou vista num nível sobrenatural; (b) exaltar as ações e as palavras a um nível virtuoso ou milagroso, reforçando assim a idéia da conexão sobrenatural; (c) negar acesso à informação e aos arquivos dos eventos e os fatos do passado; e (d) ganhar tempo afastando-se o mais possível do ponto de conhecimento vivente dos começos da lenda.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia usou, e ainda está usando, todos os quatro métodos na questão de Ellen G. White e o que se publicou sob seu nome.

Primeiro:

Por incrível que pareça a um observador imparcial, o White Estate quer fazer-nos crer que qualquer coisa que Ellen G. White escrevesse a qualquer pessoa a respeito do que fora, qualquer coisa que ela supervisionasse de qualquer pessoa sobre o que fora, qualquer coisa que Ellen copiasse de qualquer pessoa a respeito do que fora, qualquer coisa oferecida à venda sob seu nome – até pensamentos, palavras ou inclinações sugeridas (ou escritas) por seus seguidores – deve levar, e leva, o selo da aprovação de Deus. Nenhum escritor sagrado da Antigüidade jamais reclamou tanto para si mesmo e nenhum escritor do Cânon teve jamais que viver de conformidade com uma exigência assim.

Segundo:

Diz-se que os cavalos selvagens permaneciam quietos a uma ordem sua. Uma pesada Bíblia era sustentada no ar com o braço estendido por longos períodos de tempo. Sob suas instruções, a água subia a poços que caso contrário estariam secos. Em seus sonhos, apareciam edifícios que nunca tinham existido e nunca existiriam. Apesar dos conhecidos problemas do sistema postal, chegavam cartas no momento crítico para algum evento importante ou crucial. Com freqüência, membros pelos quais ela tinha orado se levantavam de seus leitos de enfermo – ainda que ela mesma nunca se curasse a si mesma, e já bem adiantada na meia-idade, com freqüência se queixava de que se sentia enferma e de que experimentava períodos de vertigem. Também não ouvimos falar muito da morte de dois de seus filhos quando ainda eram jovens. Apesar de suas orações e seus cuidados, seu esposo viveu menos de sessenta e cinco anos. No entanto, as ações e as palavras de Ellen White foram estampadas sobre os estudantes do abarcante sistema educativo Adventista, que seguramente alguns põem acima de quaisquer outros – ainda que ela copiasse livremente desses "quaisquer outros."

Terceiro:

Poucos – se é que os há – dos que trataram com o White Estate – o depositário oficial das chaves de tudo o que pertencia ou se soube a respeito de Ellen G. White – jamais saíram desejosos de jurar do que se lhes permitiu acesso a todos os materiais em todo momento sem receber instruções, sem ser supervisionados e sem ter que prestar juramento. Por suposto, a administração de notícias é parte de toda instituição eclesiástica. Os Adventistas são experientes em dar ao público da igreja e ao secular por igual só aqueles detalhes que os mostram em seu melhor ângulo. Como disse um editor do Los Angeles Times: "Os Adventistas funcionariam melhor num país que não tivesse liberdade de imprensa." Até os que têm algum sucesso em obter acesso limitado ao material têm que assinar uma promessa – a mudança do privilégio de ver o que a outros está interditado – de que não copiarão material "sensível" ou o farão conhecer a outros.

Talvez tudo isto seja compreensível. O White Estate não pode soltar todo o material concernente à vida e aos escritos de Ellen G White e ao mesmo tempo manter a mentira branca. Não há maneira de que os fatos se enquadrem com os mitos. Se (como se disse na reunião de Glendale de janeiro de 1980) cada parágrafo do livro The Great Controversy (O Grande Conflito) tivesse de ter rodapés de página para mostrar o material fonte, então cada parágrafo teria que ter rodapés de página – que ocorreria com a lenda de Ellen e com os membros da igreja em geral que creram na lenda todos estes anos?

Que sucederia se cada um dos outros quatro livros – Patriarchs and Pophets (Patriarcas e Profetas), Prophets and Kings (Profetas e Reis), The Acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos), e The Desire of Ages(O Desejado de Todas as Nações) (dos cinco grandes) – fosse incluído também nessa acusação? É bastante seguro que nenhum estudo imparcial, detalhado e abarcante destes livros pode ser ou seria patrocinado pelo White Estate, não importa quem o leve a cabo nem quando se efetue. Quaisquer que sejam as descobertas que informe qualquer pesquisador independente, parece seguro que a posição do Ellen G. White Estate continuará sendo (a) que eles os souberam desde o princípio e (b) que o estudo não faz nenhuma diferença, porque, de todas as formas, Deus teve sua mão metida em isso, e porque Ellen foi inspirada para fazer o que fez seguindo as ordens expressas dEle.

Quarto:

Ganhar tempo é, talvez, um dos auxiliares mais propícios da mentira branca. Se os membros leigos só podem ter um pouco de paciência para dar aos supervendedores a oportunidade de ganhar tempo, com a idade a mentira branca pode converter-se em realidade, e com freqüência o faz. Depois de tudo, os mitos e as lendas não são criações instantâneas. O tempo só encobre os fatos. Porque o fato de que Ellen G. White e seus escritos nunca foram apresentados com exatidão à igreja e ao mundo, o tempo ajudou a dissimular esse engano. Os que trataram, em várias ocasiões, de ajudar a sua igreja a se colocar de acordo com a verdade, foram expulsos do "Clã" ou sacudiram o pó de seus pés e foram embora. Assim, a mentira branca cresceu até que se converteu em matéria de fé; faz tempo que os fatos se perderam de vista. O conselho de um observador é pertinente:

Que seja... Não apele de sua expulsão como pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia... Por suposto, continue sua investigação, faça-a, todavia, no interesse do acadêmico. Não use como seu instrumento de destruição a igreja na qual a maioria dos membros confia para a continuação de sua fé. O dicionário define a fé como "crença sem evidência", e a maioria dos membros de igreja estão dispostos a aceitá-la como tal. Lástima que a maioria das instituições religiosas não possam também aceitar esta definição e sintam que devem insistir em que seu dogma é o dogma verdadeiro e que está baseado na verdadeira evidência! A capacidade inerente para separar a fé e o verdadeiro conhecimento para que não interfiram um com o outro é uma habilidade que algumas pessoas têm e outras não. Tem pouco que ver com a inteligência e consideramos aos que têm um baixo quociente de inteligência [QI] como ateus e a alguns de nossos melhores cérebros como devotos católicos... A fé religiosa geralmente é inofensiva para a sociedade em geral caso se mantenha dentro do marco religioso, podendo ser benéfica para muitos a um nível pessoal. Mas a capacidade para departamentalizar a mente é sempre um perigo, e não está restrita às áreas religiosas.2

Os que têm que crer o incrível, os que têm que afirmar que vêem o que é impossível ver e os que devem passar a vida jogando mão do inalcançável, sempre tratarão de transmitir sua "visão" do irreal a outros aplicando a autoridade e a força. Um dos teólogos o expressa bem:

Muitos rumores me têm chegado, a mim e aos outros anciãos... Se a memória não me engana, eu não creio que você tenha assistido a nenhum de meus serviços desde onze de setembro, tempo durante o qual me referi a todos os temas de controvérsia que parecem estar saindo à superfície em nossa denominação. O resultado mais perigoso que vejo das muitas e divergentes discussões na igreja hoje dia tem que ver com o que eu chamo o "evangelho barato." ...Devemos confiar na obra terminada de Cristo; mas – e isto é igualmente importante – com a ajuda de Cristo, devemos estar prontos para obedecer. Isto significa estar dispostos a renunciar a nós mesmos e submeter-nos à autoridade do corpo de Cristo – a Igreja. Sei que é difícil fazê-lo quando a um lhe está indo bem em sua prática e seus investimentos financeiros.3

É claro que este supervendedor do sistema gostaria de compartilhar o sucesso e os investimentos financeiros de um membro e gostaria restringir a óbvia liberdade de espírito desse membro – em suma, controlá-lo.

Tais atitudes não se limitam aos que crêem num sistema de salvação por obras. O produto de um sistema tal é o de supervendedores religiosos que crêem que a consciência deles deveria ser o guia dos comungantes, e tentam este controle ímpio em nome de Deus. Quando se entende claramente que o que os supervendedores do psíquico estão vendendo é realmente seu próprio sistema de valores ou sua própria visão do que os demais deveriam ou não deveriam fazer, então, e só então, será mais difícil vender algumas das mentiras brancas.

Enquanto, e até que os supervendedores sejam desmascarados, quiçá o melhor conselho sobre como tratar com eles e sua "verdade" deu Robert J. Ringer:

Não faça caso de todas as observações e as ações neuróticas da gente normal, nem de todas as observações e as ações de gente neurótica. No caso em que uma pessoa neurótica persista apesar de sua falta de atendimento, tome uma ação rápida e positiva para a expulsar de sua vida por completo.

Você não está obrigado a tratar com gente irracional...

Falar, argumentar e/ou rogar não funciona com gente irracional. Tentar persuadi-los com argumentos lógicos só esgotará a você. Tratar com gente irracional é uma situação em que não se pode ganhar. Se a pessoa é hábil em jogos mentais, você com freqüência se encontrará enquadrado numa situação de "pau porque flutua e pau porque não flutua." Sempre faça tudo o que possa para evitar situações em que é impossível ganhar. Quando alguém o rodeia por todos os lados com pontos irracionais, não o tolere. Saia-se, por cima se for necessário, mas se saia. Quando cada direção aonde você se volta resulta em problemas, você está numa situação em que é impossível ganhar.9

Na questão dos supervendedores de Ellen White (em relação tanto com a igreja como com o público), está sendo evidente que ela também queria estimular, senão exigir, a outros a que aceitassem sua estrutura de valores e seu estilo de vida. Para conseguir este fim, chegou a crer e a ensinar a outros que o que ela dizia e escrevia era necessário fazê-lo, porque Deus assim o queria. Outras pessoas ao redor dela que compartilhavam esses pontos de vista (e de fato lhe deram alguns) estavam dispostas a deixar que os fiéis cressem que o que ela dizia e escrevia eram diretamente as idéias e os modos que Deus lhe tinha dado. Esta posição dava a cada palavra dela a autoridade que precisava para ser crida – apesar da crescente evidência em contrário (e o testemunho de alguns outros). Os que viviam por fé, e também pela evidência para sustentar essa fé, começaram a descobrir que a mentira branca era inconsistente com a evidência. E quando anunciaram essa descoberta, o que conseguiram com a mudança de seus esforços foi serem expulsos e desacreditados mediante o assassinato de seu caráter.

Para os que têm o valor de colocar a evidência e a fé uma ao lado da outra para ver se estão em harmonia, os seguintes pontos podem proporcionar a oportunidade para um exame cuidadoso de algumas das mentiras brancas que se usaram para manter a lenda de Ellen G. White e a maioria de seus escritos como dados por Deus, dirigidos por Deus e inspirados por Deus.

Lenta evolução em relação com a capacidade de Ellen para ler:

a . Os meios seculares, ao informarem da reação Adventista à crítica, citaram informação dizendo que 3,5 milhões de membros aceitaram como inspirados os 25 milhões de palavras da pluma de Ellen G. White. Mais de um clérigo estaria relutante a jurar que a lista de membresia de sua igreja representa uma cifra exata. A afirmação de que Ellen escreveu 25 milhões de palavras é inexata. Como se chegou a essa cifra? É ficção da imaginação de alguém? De fato, inclui ela todo o material copiado (não suas palavras) e todos os parágrafos e incontáveis páginas duplicadas identicamente nas variadas compilações de material?

b. Cada Adventista leu ou ouviu dizer que Ellen G. White mal sabia ler, em parte porque tinha completado só três anos de educação. Isto fez possível a afirmação de que uma pessoa quase analfabeta era guiada por Deus. Mais tarde, estas limitações foram usadas para criar falsidades. A educação nunca precisa ser formal para as pessoas que são criativas e educadas.

c. Mais tarde, sob pressão, descobriu-se que Ellen G. White sabia ler, mas que lia muito pouco, e que, do que menos lia, era de teologia.7 Este mesmo argumento foi usado para provar que ela não era influenciada por outros em sua vida e em seus escritos.8

d . A progressão deste tema foi que Ellen G. White sabia ler, mas que não lia material teológico – até que alguém descobriu que o lia, sim.9 Os leitores de Spectrum agora sabem que ela lia muito todo o tempo e que usava as obras publicadas por outros escritores religiosos e as de outros que escreviam em outras áreas.10

e. Ainda que em algum tempo se argumentou que Deus ajudou a Ellen G. White a melhorar suas habilidades (e que sua formosa linguagem era o resultado dessa ajuda divina), nova evidência indica que o melhoramento foi o resultado da excelente ajuda de bem informados membros do "staff" e dos auxiliares, e uma melhor seleção de autores.11

f. Agora que há provas de que Ellen G. White, sim, lia bem, e lia muito, e que tinha um pouco desse material de leitura defronte dela quando escrevia, a nova diretriz é que ela tinha memória fotográfica.12 "Não negamos a evidência do Rev. Rea", disse Robert Olson, secretário do Ellen G. White Estate em Washington, D. C. "Estou convicto de que ela tinha diante algumas obras quando escrevia. No entanto", adicionou Olson, "a igreja crê que Ellen G. White possuía memória fotográfica e, inconscientemente, usava as palavras de outros escritores."13 Olson não especifica quem é "a igreja"que pode crer o que ele parece crer.

g. A idéia de que Ellen G. White não sabia o que estava fazendo quando deixava de dar crédito aos autores dos quais lia – mas que tinha cessado nesta prática quando se lhe disse o que estivera fazendo – foi tratada em capítulos anteriores. Uma revisão informal dos autores que ela usava mostraria que eles davam crédito, mas que ela nunca o fazia, nem sequer quando parafraseava o que estes autores com freqüência citavam.

h. Quiçá, uma das acusações mais difíceis de enfrentar e refutar é a de que Ellen G. White escrevia o que tinha visto primeiro em visão e que usava as palavras, os pensamentos e a construção de outros só porque eles tinham dito o que ela queria dizer mas não tinha a capacidade de dizer. Este argumento, enquanto admite que ela, sim, copiou, quando quis e onde quer o entendia necessário de acordo com seus desejos, em realidade contradiz a maioria dos argumentos que se apresentaram antes. Não encontra dificuldades, no entanto, quando examinamos o livro Life Incidents.

Uma das histórias não escritas na história Adventista é a influência que Tiago White exerceu na formação de idéias e orações que saíam sob o nome e a pluma de Ellen. Ainda que não se distinguisse como escritor literário ou como teólogo, Tiago, sim, produziu quatro livros que se publicaram. Dois destes foram Life Incidents in Connection with the Great Advent Movement, as Illustrated by the Three Angeles of Revelation14 [Incidentes da Vida em Relação com o Grande Movimento do Advenimiento, Ilustrado pelos Três Anjos de Apocalipse 14], publicado em 1868, e em 1875, Sketches of the Christian Life and Public Labors of William Miller: Gathered from his Memoirs by the Bate Sylvester Bliss, and from Other Sources [Esboços da Vida Cristã e Trabalhos Públicos de William Miller: Reunidos das Memórias do Falecido Sylvester Bliss e Outras Fontes]. Ambos os livros foram copiados quase por completo de outros. O que trata de William Miller foi tomado de Sylvester Bliss (que em 1853 tinha escrito Memoirs of William Miller). A teologia de Life Incidents foi copiada essencialmente de Uriah Smith e J. N. Andrews.14 Até onde se sabe, nenhum destes livros jamais foi reimpresso sob o nome de Tiago White.

Mas, em realidade foram reimpressos, porém sob outro nome, o de Ellen G. White, sua esposa, alguns anos depois da morte dele em 1881 – porém com o título de The Great Controversy (O Grande Conflito) (1884). E esta produção se vendeu aos crentes e ao mundo como a obra de Ellen e dos anjos. Ainda que adulterado e recheado com outro material da maneira acostumada, era claramente material que tinha sido publicado anteriormente sob a autoria de Tiago White. O que não se disse às pessoas foi que o coração desta nova revelação tinha sido impresso dezesseis anos antes e que o tema e a tese tinham sido reproduzidos literalmente e liberalmente no novo Great Controversy (O Grande Conflito) de Ellen G. White.

Agora está claro porque grande parte da informação da edição de 1884 de The Great Controversy (O Grande Conflito) não podia ter sido incluída nas anteriores obras de Ellen G. White sobre o mesmo tema (Spiritual Gifts, publicado em 1858-64). Tiago ainda não tinha chegado a copiá-la de J. N. Andrews, assim que não estava disponível para Ellen nesse tempo. As edições de 1888 e 1911 de The Great Controversy (O Grande Conflito) se remontavam à compilação, por parte de Tiago White, de doutrinas e eventos, e recolhia ainda mais descobertas e idéias suas. Mas nem uma só vez se sugeria que o coração da doutrina Adventista – como a mensagem mundial dos três anjos, que a igreja tinha aplicado exclusivamente aos Adventistas, a porta fechada que deixava a todo o mundo do lado de fora – no frio, os 2300 dias, as setenta semanas, a doutrina do santuário, os Estados Unidos na profecia, a "marca da besta" a imagem dessa besta – tinha-se publicado antes em Life Incidents, de Tiago White.

Tão impressionante foi o processo de plágio por parte de Ellen G. White – e tão sensitiva é a informação de que o coração da teologia e a escatologia vieram, não das visões ou revelações de Ellen, senão da pluma de Tiago White dezesseis anos antes que Ellen as escrevesse – que deveria dedicar-se tempo a examinar a evidência em Life Incidents.

Aqui se deveria recordar que os quatro pequenos volumes de Spiritual Gifts (1858-64), de Ellen G. White, foram ampliados aos quatro volumes de The Spirit of Prophecy (1870-84), de Ellen, e depois expandidos a The Great Controversy (O Grande Conflito) (1888) de Ellen, da Série Conflito dos Séculos, de cinco volumes. Porquanto os primeiros oito volumes estão agora novamente disponíveis em edições em fac-símile, qualquer pessoa pode examinar todos os livros e observar o copiado progressivo através dos anos. Enquanto, durante esses mesmos anos, a lenda crescia e crescia, e se "vendia", e se aceitava que Deus lhe tinha dado a Ellen conhecimento exclusivo e de primeira mão a respeito de seus planos para os futuros eventos da igreja e o mundo.

Uma comparação mostra que as palavras, orações, citações, pensamentos, idéias, estruturas, parágrafos e até páginas inteiras, foram tomados do livro de Tiago White e incorporados ao livro de Ellen sob um novo título – sem o menor rubor nem a menor vergonha, sem nenhuma menção ao seu esposo, sem nenhum agradecimento nem para Uriah Smith nem para J. N. Andrews, nem pelo duro trabalho e a perspicácia teológica de ninguém.

Desafortunadamente para Tiago, ele não tinha a vantagem pessoal de anjos que entravam e saíam segundo horário trazendo a informação de primeira mão que Ellen pretendia ter. Sem nenhum intermediário, ele teve que conseguir seu material de fontes humanas. Mas esteve à altura da tarefa. Muito de seu material em Life Incidents foi tomado principalmente de J . N. Andrews, cujo livro, publicado em 1860, é interessante notar, intitulava-se The Three Messages of Revelation 14:6-12, and Particularly the Third Angel´s Message and the Two-Horned Beast [As Três Mensagens de Apocalipse 14: 6-12, e Particularmente a Mensagem do Terceiro Anjo e a Besta de Dois Cornos]. Tiago White, diferentemente de sua esposa Ellen, nem sequer se preocupou em parafrasear – simplesmente incorporou o material de Andrews a seu trabalho.

O White Estate não divulgou nada quanto ao que pensavam Andrews ou Uriah Smith a respeito de todo este "apropriar-se" de material em nome de Deus. Quiçá, o fato de que eram cunhados, que ambos os ajudavam no trabalho editorial da Review, que ambos eram amigos pessoais dos White – e que, portanto podiam sentar-se à mesma mesa para discutir seus pontos de vista – poderia ter suavizado a dor do trabalho de plágio de Ellen G. White. Alguém poderia sentir-se tentado a pensar que Ellen estabeleceu o modelo e que Tiago, talvez, não se tenha detido a pensar muito ao fazer outro tanto. Provavelmente, em realidade, não tinha nenhuma desculpa para que ninguém deixasse de pensar, especialmente em vista da afirmação publicada numa edição da Review em 1864 sob o título de "Plágio": Esta é uma palavra usada para significar "roubo literário", ou seja, tomar as produções alheias e fazê-las passar como próprias... Estamos perfeitamente dispostos a que trecho da Review, ou qualquer de nossos livros, sejam publicados até qualquer grau, mas tudo o que pedimos é que se nos faça simples justiça dando-nos o devido crédito.15

Um exame revela que o livro de J. N. Andrews de 1860 era uma cópia exata de seus próprios artigos publicados na Review desde 1851 até 1855. Desta maneira, Tiago e Ellen G. White tinham à sua disposição, para o ler e usá-lo depois de 1855, o conteúdo e a forma do trabalho de Andrews para incorporá-lo em seu próprio trabalho: Spiritual Gifts (1858-64); Life Incidents (1868); The Spirit of Prophecy (1870-84); Sketches of ... William Miller (1875), The Great Controversy (O Grande Conflito) (1888).

Esta informação pode molestar ou não aos que agora dizem que o grupo de pioneiros se sentava ao redor da mesa e trabalhava em suas idéias e sua teologia junto com Ellen G. White. Mas, sim, molesta àqueles aos quais se lhes ensinaram que tais idéias e tal teologia se originaram numa autoridade e numa mística mais elevadas do que as idéias comuns que a conduta humana parecem exigir.

Referências e Notas

  1. John Dart, conversação gravada com Irene Cole. Dart, Who Is Religious (Quem É Religioso) editor do The Los Angeles Times, escreveu o artigo "Plagiarism Found in Prophet Books" (Plágio Encontrado Em Livros de Profeta), de 23 de Outubro de 1980, p. l.
  2. Richard P. Hines, "Knowledge and Faith Can't Be Mixed" letters to the editor (O "conhecimento e a fé não podem ser misturados", cartas ao editor), (Long Beach, CA: Press-Telegram), 11 de novembro de 1980.
  3. SDA [Florida] ministro a John LeBaron, dezembro de 1980.
  4. Robert J Ringer, Looking Out for (Olhando Para Fora) (New York: Fawcett Crest Book Co.)
  5. Hines, in Long Beach Press-Telegram, 25 November 1980. em Los Angeles Times, 23 de Outubro de 1980.
  6. Ellen G. White, Life Sketches (Esboços da Vida) (Mountain View: PPPA, 1915), pp. 3-19.
  7. Arthur L. White, em suplemento para reimpressão de facsimile de The Spirit of Prophecy (O Espírito de Profecia), vol. 4, pp. 535-36.
  8. O Ellen G. White Estate não admite que Ellen White fosse influenciada pelo que lia ou por aqueles que estavam ao seu redor.
  9. [Healdsburg] Pastor's Union, "Is Mrs. E. G. White a Plagiarist?" ("É a Sra. E. G. White Uma Plagiária?") [Healdsburg, CA] Enterprise, 20 de março de 1889.
  10. Donald R. McAdams and Douglas Hackleman em seus artigos in Spectrum 10, no. 4, pp.27-41 e 9-15.
  11. Ver apêndice, exposição da comparação dos capítulos cinco a nove.
  12. Chicago Tribune, 23 de novembro de 1980.
  13. Ibid.
  14. Tiago White, Life Incidents in Connection with the Great Advent Movement Battle Creek: Steam Press of the SDA Publishing Association, 1868). See early Reviews from 1851-1856 for Articles by J. N. Andrews and Uriah Smith.
  15. [Uriah Smith, ed.], "Plagiarism", Review 24 (6 de setembro de 1864)

 

Quadros Comparativos:

The Great Controversy (O Grande Conflito)

Life Incidents

E. G. White 1888 (edit. de 1911) [página]

Tiago White 1868 [página]

[317] Ele [William Miller] tinha uma constituição física saudável, e ... uma mais do que ordinária fortaleza intelectual. Ao envelhecer, isto se voltou mais marcado... Não desfrutava das vantagens de uma educação superior... Possuía um caráter moral irreprochável.

[28] "Em sua temporã meninice [a de William Miller] se manifestaram os sinais de uma fortaleza intelectual e uma atividade mais do que ordinárias. Uns poucos anos fizeram estes signos mais notáveis... Possuía uma forte constituição física... e um caráter moral irreprochável... Tinha desfrutado das vantagens da escola de distrito."

[318] Foi lançado à sociedade dos deístas ... a maioria bons cidadãos e homens de disposição humana e benévola.

[30] "Mas os homens com os quais se associava ... estavam profundamente afetados por ... teorias deístas ... bons cidadãos ... humanos e benévolos."

[318] Continuou sustentando estes pontos de vista ... por cerca de doze anos.

[30] "Disse que o período de sua vida deísta foi de doze anos."

[318] Não encontrou em sua crença anterior nenhuma certeza de felicidade além da tumba. O futuro era escuro e tenebroso.

[30] "Descobriu que seus pontos de vista anteriores não davam nenhuma certeza de felicidade além da vida presente. Além da tumba todo era escuro e tenebroso."

[318] "A aniquilação era um pensamento frio e gélido, e a responsabilidade significava uma segura destruição para todos. Os céus eram como bronze sobre minha cabeça, e a terra como ferro sob meus pés. A eternidade - que era? E a morte - por que existia? Quanto mais raciocinava, mais me afastava de uma evidência concludente. Quanto mais pensava, mais dispersas eram minhas conclusões. Tratei de deixar de pensar, mas meus pensamentos não queriam ser controlados. Sentia-me verdadeiramente miserável, mas não entendia a causa. Murmurava e me queixava, mas não sabia contra quem nem de quem Sabia que tinha algo incorreto, mas não sabia como ou onde encontrar o correto. Lamentava-me, mas sem esperança.

[31] "'A aniquilação era um pensamento frio e gélido, e a responsabilidade significava uma segura destruição para todos. Os céus eram como bronze sobre minha cabeça, e a terra como ferro sob meus pés. A eternidade! - Que era? E a morte - por que existia?' Quanto mais raciocinava, mais me afastava de uma evidência concludente. Quanto mais pensava, mais dispersas eram minhas conclusões... mas meus pensamentos não queriam ser controlados. Sentia-me verdadeiramente miserável, mas não entendia a causa. Murmurava e me queixava, mas não sabia contra quem nem de quem. Sabia que tinha algo incorreto, mas não sabia como ou onde encontrar o correto. Lamentava-me, mas sem esperança."

[319] "De repente", diz, "minha mente se impressionou vividamente com o caráter de um Salvador". Pareceu-me que era possível que tivesse um ser tão bom e compassivo como para expiar ele mesmo nossas transgressões, e, portanto, salvar-nos de sofrer o castigo pelo pecado. Imediatamente senti quão adorável devia ser um ser assim, e imaginei que eu podia arrojar-me em seus braços e confiar na misericórdia de alguém assim. Mas surgia a pergunta: Como pode provar-se que existe um ser assim? Descobri que, aparte da Bíblia, não podia obter evidência da existência de um Salvador assim, e nem sequer de um estado futuro...

[31] "'De repente", diz, "minha mente se impressionou vividamente com o caráter de um Salvador". Pareceu-me que era possível que tivesse um ser tão bom e compassivo como para expiar ele mesmo nossas transgressões, e, portanto, salvar-nos de sofrer o castigo pelo pecado. Imediatamente senti quão adorável devia ser um ser assim; e imaginei que eu podia arrojar-me em seus braços, e confiar na misericórdia de alguém assim. Mas surgia a pergunta: Como pode provar-se que existe um ser assim? Descobri que, aparte da Bíblia, não podia obter evidência da existência de um Salvador assim, e nem sequer de um estado futuro...

[319] "Vi que a Bíblia sim apresentava a um Salvador assim, como eu o precisava; e me senti perplexo ao descobrir como um livro não inspirado desenvolvia princípios tão perfeitamente adaptados às necessidades de um mundo caído. Senti-me constringido a admitir que as Escrituras devessem ser uma revelação de Deus. Converteram-se em meu deleite, e em Jesus encontrei a um amigo. O Salvador se converteu para mim no principal entre dez mil; e as Escrituras, que antes eram escuras e contraditórias, agora se converteram em lustre a meus pés e lâmpada no meu caminho. Minha mente se serenou e ficou satisfeita. Descobri que o Senhor Deus era uma Rocha em meio do oceano da vida. Agora a Bíblia se converteu no objeto principal de meu estudo, e posso dizer verdadeiramente que a esquadrinhei com grande deleite. Descobri que jamais se me tinha dito nem a metade. Perguntei-me por que não tinha visto eu antes sua beleza e sua glória, e maravilhei-me de que alguma vez a tivesse rejeitado. Encontrei revelado todo o que meu coração pudesse desejar, e remédio para toda doença da alma. Perdi todo o gosto por outras leituras, e apliquei meu coração a obter a sabedoria de Deus." S. Bliss, Memoirs of Wm. Miller, páginas 65-67.

[32] "'Vi que a Bíblia sim apresentava a um Salvador assim, como eu o precisava; e me senti perplexo ao descobrir como um livro não inspirado desenvolvia princípios tão perfeitamente adaptados às necessidades de um mundo caído. Senti-me constringido a admitir que as Escrituras devessem ser uma revelação de Deus. Converteram-se em meu deleite; e em Jesus encontrei a um amigo. O Salvador se converteu para mim no principal entre dez mil; e as Escrituras, que antes eram escuras e contraditórias, agora se converteram em lustre a meus pés e lâmpada no meu caminho. Minha mente se serenou e ficou satisfeita. Descobri que o Senhor Deus era uma Rocha em meio do oceano da vida. Agora a Bíblia se converteu no objeto principal de meu estudo, e posso dizer verdadeiramente que a esquadrinhei com grande deleite. Descobri que jamais se me tinha dito nem a metade. Perguntei-me por que não tinha visto eu antes sua beleza e sua glória, e maravilhei-me de que alguma vez a tivesse rejeitado. Encontrei revelado todo o que meu coração pudesse desejar, e remédio para toda doença do alma. Perdi todo gosto por outras leituras, e apliquei meu coração a obter a sabedoria de Deus.

[319] Mas raciocinou que, se a Bíblia é uma revelação de Deus, deve ser consistente consigo mesma; e que, como foi dada para instrução do homem, devia estar adaptada a seu entendimento. Estava decidido a ... averiguar se cada aparente contradição podia harmonizar-se.

[33] "Se a Bíblia é uma revelação de Deus, deve ser consistente consigo mesma; todas suas partes devem harmonizar... deve ter sido dada para instrução do homem e, em conseqüência, deve estar adaptada a seu entendimento. Disse... 'Harmonizarei todas essas aparentes contradições a minha satisfação.'

[320] Esforçando-se por fazer a um lado toda opinião preconcebida, e prescindindo dos comentários, comparou texto com texto com ajuda das referências marginais e a concordância. Prosseguiu seu estudo de maneira regular e metódica; começando com o Gênesis, e, lendo versículo por versículo, procedeu a uma velocidade tal que a revelação do significado das variadas passagens me deixasse livre de toda incerteza. Quando encontrava algo escuro, acostumava compará-lo com todos os outros textos que pareciam referir-se ao assunto em consideração. Se lhe permitia a cada palavra ter sua própria relação com o tema do texto, e se seu ponto de vista a respeito de ele harmonizava com cada um das passagens colaterais, cessava de ser uma dificuldade.

[34] "Fez a um lado todos os comentários, e usou as referências marginais e sua Concordância como suas únicas ajudas... Decidiu fazer a um lado toda opinião preconcebida... 'Comecei com Gênesis, e li versículo por versículo, procedendo a uma velocidade tal que a revelação do significado das variadas passagens me deixasse livre de toda incerteza com respeito a quaisquer misticismos ou contradições. Sempre que encontrava algo escuro, minha prática era compará-lo com todas as passagens colaterais... Depois, permitindo que cada palavra tivesse seu próprio lugar a respeito do tema do texto, se meu ponto de vista dele harmonizava com cada um das passagens colaterais na Bíblia, cessava de ser uma dificuldade.'

[320] Viu que as profecias, até onde se tinham cumprido, tinham-se cumprido literalmente; que todas as variadas figuras de linguagem, metáforas, parábolas, símiles, etc., ou estavam explicadas em seu contexto imediato ou os termos nos que estavam expressas estavam definidos em outras passagens, e que, quando estavam explicadas assim, tinham de entender-se literalmente. "Assim, fiquei satisfeito", diz, "de que a Bíblia é um sistema de verdades, dadas de maneira tão clara e tão simples que o viajante, ainda que seja um tonto, não precisa errar em isso." - Bliss, página 70.

[35] "'Descobri que mediante uma comparação... todas as profecias, até onde se cumpriram, tinham-se cumprido literalmente; que todas as variadas figuras de linguagem, metáforas, parábolas, símiles, etc.,... ou estavam explicadas em seu contexto imediato, ou os termos nos quais estavam expressas estavam definidos em outras porções da palavra; e que quando estavam explicadas assim, tinham de entender-se literalmente... Desta maneira fiquei satisfeito de que a Bíblia é um sistema de verdades reveladas, dadas de maneira tão clara e tão simples, que o viajante, ainda que seja um tonto, não precisa errar em isso."'

[326] "Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo e sobre tua Santa Cidade." A palavra traduzida aqui como "determinadas" significa literalmente "cortadas."... Mas, de que foram cortadas? Como os 2300 dias são o único período de tempo mencionado no capítulo 8, este deve ser o período do qual foram cortadas as setenta semanas... Se a data deste mandamento pudesse encontrar-se, então poderia estabelecer-se o ponto de partida do grande período dos 2300 dias...

[52] Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo... explicam o período dos 2300 dias? A resposta é: A palavra traduzida como determinadas significa literalmente cortadas ...

[53] De qual período são divididas, ou cortadas, as setenta semanas? Porque não há nenhum outro período dado do qual possam tomar-se...
[53] Então, se podemos localizar este mandamento definitivamente, temos o ponto de partida para o grande período dos 2300 anos....

[321] Ficou satisfeito de que ... - um milênio temporário antes do fim do mundo - não estava sustentado pela palavra de Deus... Miller encontrou que a vinda literal e pessoal de Cristo estava claramente ensinada nas Escrituras.

[38] "'Ficou satisfeito de que... - um milênio temporário antes do fim do mundo, e o regresso dos judeus - não estão sustentados pela palavra de Deus... Encontrei que a Escritura ensinava claramente que Jesus Cristo descerá a esta terra novamente."'

[324] Daniel 8:14: "Até dois mil e trezentos dias; depois o santuário será purificado."... Miller aprendeu que um dia na profecia simbólica representa um ano. (Números 14:34; Ezequiel 4:6); viu que o período de 2300 dias proféticos, ou anos literais, se estenderia muito além.

[49] Depois, o anjo se dirigiu a Daniel e lhe disse: "Até dois mil e trezentos dias, e o santuário será purificado." ...

[50] Em tempo simbólico, um dia significa um ano. Números 14:34; Ezequiel 4:6... Portanto, os 2300 dias dados aqui não podem ser dias literais; porque dias literais de jeito nenhum cobririam a duração de nenhum destes impérios...
[50] A chave do assunto está no capítulo nono...

[325] No capítulo oitavo de Daniel, não pôde encontrar nenhum indício quanto no ponto de partida dos 2300 dias... Daniel "desmaiou, e esteve adoentado alguns dias." "E fiquei espantado da visão." ...

[52] Desmaiou e esteve adoentado alguns dias....

[327] Tomando o ano 457 A. C. ... "Messias Príncipe serão sete semanas, e sessenta e duas semanas"... ou 483 anos.

[53] No capítulo sete de Esdras encontramos o decreto.... saiu no ano 457 A. C.

[53] Sessenta e duas semanas ... 483 anos, teriam de estender-se até o Messias Príncipe.

[329] "Não preciso falar", diz Miller, "do gozo que encheu meu coração em vista da encantadora esperança, nem dos ardentes anseios de minha alma por participar no gozo dos isentados. A Bíblia era agora um novo livro para mim. Era em verdade uma festa da razão; todo o que era escuro, místico, ou oculto para mim em seus ensinos, tinha-se dissipado de minha mente ante a clara luz que agora emanava de suas sagradas páginas; e, oh! Quão brilhante e gloriosa aparecia a verdade. Todas as contradições e inconsistências que antes tinha encontrado na palavra tinham desaparecido; e ainda que tinha muitas porções das quais não estava satisfeito de ter compreendido plenamente, tinha emanado tanta luz dela para alumiar minha até agora escurecida mente, que senti tal gozo ao estudar as Escrituras como antes não tinha suposto que se podia derivar de seus ensinos." Bliss, páginas 76, 77.

[38] "Não preciso falar do gozo que encheu meu coração em vista da encantadora esperança, nem dos ardentes anseios de minha alma por participar no gozo dos isentados. A Bíblia era agora um novo livro para mim. Era em verdade uma festa da razão todo o que era escuro, místico, ou oculto para mim em seus ensinos, tinha-se dissipado de minha mente ante a clara luz que agora brilhava de suas sagradas páginas, e oh! Quão brilhante e gloriosa aparecia a verdade. Todas as contradições e inconsistências que antes tinha encontrado na palavra tinham desaparecido; e ainda que tinha muitas porções das quais não estava satisfeito de ter compreendido plenamente, tinha emanado tanta luz dela para alumiar minha até agora escurecida mente, que senti gozo ao estudar as Escrituras como antes não tinha suposto que se podia derivar de seus ensinos.

[329] "Com a solene convicção de que devastes acontecimentos de grande importância estava predito nas Escrituras que teriam de cumprir-se num espaço de tempo muito curto, vinha a minha mente com grande força uma pergunta relativa a meu dever para o mundo em vista da evidência que tinha afetado minha própria mente." Bliss, p. 81.

[54] "Com as solenes convicções", escreve o Sr. Miller, "de que tais acontecimentos de grande importância estavam preditos nas Escrituras que teriam de cumprir-se num curto espaço de tempo, vinha-me à mente com grande força uma pergunta relativa a meu dever para o mundo, em vista da evidência que tinha afetado minha própria mente."

[330] Esperava encontrar oposição dos ímpios, mas confiava em que todos os cristãos se regozijariam na esperança de encontrar-se com o Salvador ao que professavam amar. Seu único temor era que, em seu grande gozo ante a esperança de uma libertação gloriosa que se teria de consumar tão cedo, muitos recebessem a doutrina sem examinar as Escrituras o suficiente como prova de sua verdade. Portanto, vacilou ao apresentá-la, não que estivesse errado e fora o meio para descarrilar a outros.

[54] "Supus que suscitaria a oposição dos ímpios; mas nunca me passou pela mente que algum cristão se lhe oporia. Supus que todos os tais se regozijariam, em vista da gloriosa esperança, e que só seria necessário apresentar-se para que a recebessem. Meu grande temor era que, em seu gozo ante a esperança de uma gloriosa herança que teria de revelar-se tão cedo, recebessem a doutrina sem examinar as Escrituras o suficiente como prova de sua verdade. Portanto, temi apresentá-la, não fora a ser que, por alguma possibilidade, eu estivesse errado, e fora o meio para descarrilar a alguns."

[330] Foi levado ... a considerar cuidadosamente cada dificuldade que se lhe apresentava a sua mente. Encontrou que as objeções se desvaneciam diante da luz da palavra de Deus... Cinco anos passados assim o deixaram convencido do correto de sua posição.

[54] "Eu... continuei estudando a Bíblia... para ver se podia sustentar qualquer destas objeções..."

[55] "Em seguida examinava o contexto"...
[56] "Deste modo me ocupei desde 1818 até 1823 , sopesando as variadas objeções que se apresentavam a minha mente ... depois de examiná-las à luz da divina palavra."

[330] "Enquanto estava ocupado em minhas coisas", disse, "meus ouvidos ressoavam constantemente com as palavras: 'Vê e fala-lhe ao mundo do perigo em que está.' Estas palavras me vinham à mente constantemente: 'Quando eu disser ao ímpio: Ímpio, verdadeiramente morrerás; se você não falares para que se guarde o ímpio de seu caminho, o ímpio morrerá por seu pecado, mas seu sangue eu a demandarei de tua mão. E se você avisares ao ímpio de seu caminho para que se aparte dele, e ele não se apartar de seu caminho, ele morrerá por seu pecado, mas você livraste tua vida.' Ezequiel 33:8, 9."

[56] "'Enquanto estava ocupado em minhas coisas, meus ouvidos ressoavam constantemente: Vê e fala-lhe ao mundo de seu perigo. Vinham-me constantemente à mente estas palavras: "Quando eu disser ao ímpio: Ímpio, verdadeiramente morrerás; se você não falares para que se guarde o ímpio de seu caminho, o ímpio morrerá por seu pecado, mas seu sangue eu a demandarei de tua mão. E se você avisares ao ímpio de seu caminho para que se aparte dele, e ele não se apartar de seu caminho, ele morrerá por seu pecado, mas você livraste tua vida.' Ezequiel 33:8, 9.

[330] Começou a apresentar seus pontos de vista em privado segundo tinha oportunidade, orando para que algum ministro sentisse a força deles e se dedicasse a promulgá-los. Mas não podia desterrar a convicção de que tinha um dever pessoal que cumprir, dando a advertência ... Por nove anos tinha esperado, a responsabilidade ainda fazendo pressão sobre sua alma, até 1831.

[56] "Ele... convenceu-se mais e mais de do que tinha um dever pessoal do que cumprir com respeito ao que ele entendia do que a Bíblia ensinava da proximidade do advento...

[57] "'Orava para que algum ministro pudesse ver a verdade, e se dedicasse a promulgá-la; mas ainda fazia pressão sobre mim."'
[60] As atividades públicas do Sr. Miller, de acordo com a melhor evidência disponível, datam do outono de 1831.

[355] Se vê um anjo voando "por em meio do céu, tendo o evangelho eterno para pregá-lo aos que moram na terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo." "Em alta voz proclama a mensagem: "Temei a Deus, e dai-lhe honra, porque a hora de seu juízo é vinda". E adorai àquele que fez o céu, a terra, e a mar, e as fontes das águas." Versículos 6, 7.

[216] "E vi outro anjo voar por em meio do céu, que tinha o evangelho eterno para pregá-lo aos que moram na terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo em alta voz: Temei a Deus e dai-lhe honra, porque a hora de seu juízo é vinda, e adorai àquele que fez o céu, e a terra, a mar, e as fontes das águas." Apoc. 14: 6,7.

[356] A mensagem de salvação se pregou em todas as idades... A Daniel se lhe disse que fechasse o livro e o selasse "até o tempo do fim."... Mas no tempo do fim "muitos correrão de aqui para lá, e a ciência se aumentará." Daniel 12:4. O apóstolo Paulo advertiu à igreja que não devia esperar a vinda de Cristo em seu tempo. "Esse dia não virá", diz, "sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem de pecado." 2 Tessalonicenses 2:3. Não podemos esperar a vinda de nosso Senhor sem que antes vinga a grande apostasia, e o longo período do reinado do "homem de pecado." O "homem de pecado", ao que também se lhe chama "o mistério de iniqüidade", "o filho de perdição", e "aquele ímpio", representa ao papado, que, como estava predito na profecia, manteria sua supremacia por 1260 anos.... Paulo cobre com esta advertência toda a dispensação cristã até o ano de 1798.

[356] Nenhuma mensagem como este se deu jamais nas passadas idades. Paulo, como vimos, não o pregou; assinalou a seus irmãos ao então futuro distante para esperar a vinda do Senhor.... Martín Lutero localizou o juízo como a trezentos anos no futuro a partir de seus dias.

[217] "A responsabilidade deste anjo teria de ser o mesmo evangelho que se tinha proclamado antes."

[219] Nenhuma proclamação da hora do juízo vindouro de Deus se fez em nenhuma idade passada.
[219] As profecias ... foram fechadas e seladas até o tempo do fim....
[220] Ninguém pôde mostrar jamais do que nenhuma proclamação desta classe se fez no passado. Os apóstolos não fizeram uma proclamação como esta. Pelo contrário, informam-nos claramente que o dia do Senhor não estava às portas nesse então. Martín Lutero não fez esta proclamação, porque pensava que o juízo ocorreria como trezentos anos no futuro.
[222] Paulo entendeu que era necessário falar explicitamente a respeito de este ponto. Diz-lhes que a vinda de Cristo ao juízo não podia ter lugar antes de que chegasse a grande apostasia; e como resultado dessa apostasia, o homem de pecado seria revelado, mostrando-se a si mesmo como Deus, e exaltando-se a si mesmo, sobretudo o que se chame Deus, ou que é adorado. Que este mistério de iniqüidade é a grande apostasia romana, ninguém senão um papista o negaria. Paulo lhes recorda aos tessalonicenses que se os tinha dito...
[223] Apoc. 12 mostra que são... 1260 anos para seu triunfo. L supremacia papal começou no ano 538 , e terminou em 1798.

[360] Durante os vinte e quatro anos que vão desde 1821 até 1845, Wolff viajou extensamente: em África, visitando Egito... Chegou a New York em Agosto de 1837...

[361] Entre judeus, turcos, parsis, indianos, e muitas outras nacionalidades e raças, distribuiu a palavra de Deus nestas variadas línguas.

[227] "'Joseph Wolff... entre os anos 1821 e 1845, proclamou a pronta vinda do Senhor em... Egito... St. Helena... e na cidade de New York... Declara que pregou entre judeus, turcos, muçulmanos, parsis, indianos..."

[381] Em Apocalipse 14, o primeiro anjo é seguido por um segundo anjo, o qual proclama: "Caiu, caiu Babilônia, a grande cidade, porque fez beber a todas as nações do vinho do furor de sua fornicação." Apoc. 14:8. O termo "Babilônia" se deriva de "Babel", e significa confusão. Emprega-se nas Escrituras para designar as variadas formas da religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse 17, Babilônia é representada como uma mulher, uma figura que se usa na Bíblia cúmulo símbolo de uma igreja, uma mulher virtuosa representando uma igreja pura, uma mulher vil uma igreja apóstata. Na Bíblia, o caráter sagrado e permanente da relação que existe entre Cristo e sua igreja está representado pela união do casal.

[230] "Outro anjo lhe seguiu dizendo: Caiu, caiu Babilônia, a grande cidade, porque fez beber a todas as nações do vinho do furor de sua fornicação." Em Apocalipse 17:18, esta mesma cidade é chamada uma mulher. Agora, quando se usa como símbolo nas Escrituras, uma mulher sempre representa organizações religiosas, sendo a verdadeira igreja representada por uma mulher virtuosa... O termo Babilônia, de Babel, onde Deus confundiu as línguas dos homens, significa mistura, confusão, sistemas corruptos de cristianismo. Iglesias protestantes.

[381] Paulo emprega a mesma figura no Novo Testamento quando diz: "Vos tenho desposado com um só esposo, para apresentar-vos como uma virgem pura a Cristo." 2 Coríntios 11:2.

[203] Paulo, escrevendo à igreja, diz em 2 Cor. 11:2: "Vos tenho desposado com um só esposo, para apresentar-vos como uma virgem pura a Cristo."

[384] O Dr. Hopkins, em "A Treatise on the Millenium" [Um Tratado Sobre o Milênio], declara: "Não há razão para considerar que o espírito anticristão e as práticas anticristãs estão limitados ao que agora se chama a Igreja de Roma. As igrejas protestantes têm muito do anticristo nelas, e estão longe de ter-se reformado por completo de... corrupção e maldade." Samuel Hopkins, Works, tomo 2, p. 328.

[235] O Sr. Hopkins, num tratado a respeito do milênio, diz: "Não há razão para considerar que o espírito anticristão e as práticas anticristãs estão limitados ao que agora se chama a Igreja de Roma. As igrejas protestantes têm muito do anticristo nelas, e estão longe de ter-se reformado por completo de suas corrupções e maldades."

[386] E um escritor no diário Independent, de New York, fala assim concernente ao Metodismo como existe: "A linha de separação entre o piedoso e o irreligioso se desvanece numa espécie de penumbra, e os homens zelosos de ambos os lados se afanam em apagar toda diferença entre seus modos de ação e desfrute." "A popularidade da religião tende a aumentar enormemente o número dos que querem obter seus benefícios sem fazer frente a seus deveres completamente."

[239] O Prof. S. C. Bartlett, de Chicago, no diário New York Independent, diz: "E a popularidade da religião tende a aumentar enormemente o número dos que querem obter seus benefícios sem fazer frente a seus deveres completamente. A igreja corteja ao mundo, e o mundo acaricia a igreja. A linha de separação entre o piedoso e o irreligioso se desvanece numa espécie de penumbra, e os homens zelosos de ambos os lados se afanam em apagar toda diferença entre seus modos de ação e desfrute."

[394] Mediante a tardança do esposo se representa o passo do tempo quando o Senhor era esperado, o desengano, e a aparente demora.

[165] A tardança do esposo, a demora na parábola... o passar do ano judeu, 1843, o desengano.

[395] Más ou menos por este tempo, começou a aparecer o fanatismo... Satanás procurava... opor-se e destruir a obra de Deus.

[170] Mas os fanatismos são as obras da carne... Quando se leve a cabo a obra de Satanás no fanatismo ... ver-se-á... seu contraste.

[398] Não foi a proclamação do segundo advento o que causou o fanatismo e a divisão. Estes apareceram no verão de 1844.

[400] O fanatismo desapareceu... como o primeiro orvalho ante o sol nascente.

[163] O fanatismo se secou ante a solene e esquadrinhadora mensagem do tempo de 1844, como o orvalho matinal diante do sol à metade do verão.

[398] "A meia-noite se ouviu um clamor: Aqui vem o esposo; saí a receber-lhe! Então todas aquelas virgens se levantaram, e arrumaram seus lustres." Mateus 25: 6,7. No verão de 1844, a médio caminho entre o tempo quando primeiro se pensou que terminariam os 2300 dias, e o outono do mesmo ano, ao qual depois se soube que se estendiam, proclamou-se a mensagem nas mesmas palavras da Escritura: "Tenho aqui que vem o esposo!"

[164] "E à meia-noite se ouviu um clamor: Tenho aqui vem o esposo." Mat. 25: 1-7.

[165] Se sugeria que a noite de espera na parábola representava a metade do dia profético, ou seis meses, que se estendiam desde o passo do tempo na primavera, até o mês sétimo no outono, e que a então presente obra de acordar sob o clamor: "Tenho aqui vem o esposo, saí a receber-lhe" começou em Julio, na metade do tempo de espera, ou a meia-noite.

[398] O decreto de Artaxerxes para a restauração de Jerusalém, que formava o ponto de partida para o período dos 2300 dias, entrou em vigor no outono do ano 457 A. C., e não a começos do ano, como se tinha crido a princípio. Calculando desde o outono de 457, os 2300 anos terminam no outono de 1844.

[160] O corpo inteiro de crentes tinha estado unido, concordando com William Miller em que os 2300 dias datavam desde a saída do mandamento para restaurar e construir Jerusalém, no ano 457 A. C. Uma vez que este ponto se estabeleceu, a cifra de 1843 se encontrou em seguida...

[161] Mas o orador mostrava um erro em seus cálculos. Disse que se requereriam 457 anos inteiros antes de Cristo, e 1843 anos inteiros depois de Cristo, para fazer 2300 anos inteiros, de maneira que, se os 2300 anos começavam com o primeiro dia do ano 457 A. C., atingiriam ao primeiro dia do ano 1844 D. C.

[399] O dia quatorze do primeiro mês judaico, no mesmo dia do mesmo mês no qual por quinze longos anos tinha sido morrido o cordeiro pascal, Cristo, tendo comido a páscoa com seus discípulos, instituía a festa que teria de comemorar sua própria morte como "o cordeiro de Deus."

[162] Cristo foi oferecido como sacrifício pelos pecadores o dia quatorze do primeiro mês judeu, no mesmo dia do mesmo mês no qual o cordeiro pascal tinha sido morrido por quinze longos séculos. Que foi levantado de entre os mortos... foi levantado diante do Senhor.

[400] A obra estava livre dos extremos que sempre se manifestam quando há emoções humanas sem a influência controladora do Espírito de Deus. Era similar em caráter aos períodos de humilhação e regresso ao Senhor que no antigo Israel seguia às mensagens de repreensão de seus servos. Tinha as características que distinguem a obra de Deus em todos os tempos.

[168] Não se caracterizava pelos extremos que sempre se manifestam onde a emoção humana, e não a palavra e o Espírito de Deus, tem uma influência controladora. Estava em harmonia com esses períodos de humilhação, contrição de coração, confissão, e completa consagração de todos, que são matéria de história no Antigo Testamento, e matéria de dever no Novo.

[401] "Não há nenhuma grande expressão de gozo; isto é, como se tivesse sido reservado para uma ocasião futura, quando todo o céu e toda a terra se regozijaram juntos, com gozo indescritível e cheio de glória. Não há gritos: isso também está reservado para a aclamação desde o céu. Os cantores guardam silêncio: estão esperando unir-se às hostes angélicas, ao coro celestial... Não há conflito de sentimentos: todos são de um coração e de uma mente." Bliss, páginas 270, 271.

[178] "Não há nenhuma grande expressão de gozo; isto é, como se tivesse sido reservado para uma ocasião futura, quando todo o céu e toda a terra se regozijaram juntos com gozo indescritível e cheio de glória. Não há gritos; isso também está reservado para a aclamação desde o céu. Os cantores guardam silêncio; estão esperando unir-se às hostes angélicas, ao coro celestial... Não há conflito de sentimentos; todos são de um coração e uma mente."

[40]1 "Por todas as partes produziu o mais profundo esquadrinhamento. Por todas as partes produziu o mais profundo esquadrinhamento de coração e a mais profunda humilhação de alma diante do Deus do céu. Causou o abandono de afetos para as coisas deste mundo, um saneamento de controvérsias e animosidades, uma confissão de erros, um quebrantamento diante de Deus, e súplicas penitentes e contritas pedindo que Deus lhes perdoasse e lhes aceitasse. Causou uma rebaixa de si mesmo e uma prostração de alma como nunca antes se tinha visto. Como Deus ordenou por meio de Joel quando o grande dia de Deus tivesse chegado, produziu um desgarramento de corações e não de vestidos, e um voltar-se ao Senhor com jejum, e choro, e lamentação. Como Deus disse por meio de Zacarias, um espírito de graça e súplica foi derramado sobre seus filhos; olharam àquele a quem tinham traspassado, teve grande lamento sobre a terra, cada família por separado e as esposas por separado, e os que procuravam ao Senhor afligiam suas almas diante dele. " - Bliss.

[178] "Por todas as partes produziu o mais profundo esquadrinhamento de coração e a mais profunda humilhação de alma diante do Deus do céu. Causou o abandono de afetos para as coisas deste mundo, um saneamento de controvérsias e animosidades, uma confissão de erros, um quebrantamento diante de Deus, e súplicas penitentes e contritas pedindo que Deus lhes perdoasse e lhes aceitasse. Causou uma rebaixa de si mesmo e uma prostração de alma como nunca antes se tinha visto. Como Deus ordenou por meio de Joel quando o grande dia de Deus tivesse chegado, produziu um desgarramento de corações e não de vestidos, e um voltar-se ao Senhor com jejum, e choro, e lamentação. Como Deus disse por meio de Zacarias, um espírito de graça e súplica foi derramado sobre seus filhos; olharam àquele a quem tinham traspassado, teve grande lamento sobre a terra, cada família por separado e as esposas por separado, e os que procuravam ao Senhor afligiam suas almas diante dele. "

[401] De todos os grandes movimentos religiosos desde os dias dos apóstolos, nenhum tem estado mais livre de imperfeição humana e dos embustes de Satanás do que aquele do outono de 1844. Ainda agora, depois de decorridos muitos anos, todos os que compartilharam ... permaneceram firmes.

[171] Mas de todos os grandes movimentos religiosos desde os dias dos primeiros apóstolos de nosso Senhor, nenhum sobressai como mais puro e mais livre das imperfeições da natureza humana e dos embustes de Satanás do que o do outono de 1844. Em realidade, depois de contemplá-lo em retrospectiva por mais de vinte anos como o lugar mais verde... não vejo como teria podido ser melhor.

[404] Os honestos e sinceros crentes tinham deixado todo por Cristo e compartilhado sua presença como nunca antes. Criam que tinham dado a última advertência ao mundo, e esperando ser recebidos cedo na sociedade de seu divino Maestro e os anjos celestiais, em grande parte se tinham retirado da sociedade dos que não receberam a mensagem. Com intenso desejo, tinham orado: "Vêem, Senhor Jesus, vêem cedo." Mas Ele não tinha vindo. E agora, tomar de novo o pesado ônus dos cuidados e perplexidades da vida, e suportar o escárnio e as burlas de um mundo desdenhoso, era uma prova terrível para a fé e a paciência.

[182] Os verdadeiros crentes tinham deixado todo por Cristo e compartilhado sua presença como nunca antes. Criam que tinham dado a última advertência ao mundo, e se tinham separado, mais ou menos, da multidão incrédula e zombadora. E com a bênção divina sobre eles, sentiram-se mais em associação com o Maestro e os anjos, a quem esperavam ver cedo... Oravam: "Vêem Senhor Jesus, vêem cedo." Mas não vinho. E agora, voltar-se outra vez aos cuidados, as perplexidades, e perigos da vida, a plena vista das mofas e as injúrias dos incrédulos que agora se burlavam como nunca antes, era uma terrível prova para a fé e a paciência.

[408] A instrução que se dá aqui se adapta especialmente à experiência dos Adventistas... Tinham feito a vontade de Deus.... "Agora o justo viverá pela fé." Bem como a brilhante luz do "clamor de meia-noite" tinha brilhado sobre seu caminho, e tinham visto o selo tirado das profecias e os sinais que se cumpriam rapidamente anunciando que a vinda de Cristo estava próxima, tinham andado, por dizê-lo assim, por vista. Mas agora, pressionados por esperanças frustradas, só podiam viver por fé em Deus e em sua palavra...

[408] Renunciar à fé agora, e negar o poder do Espírito Santo que tinha estado presente, teria sido retroceder para a perdição. Foram estimulados a manterem-se firmes pelas palavras de Paulo: "Portanto, não rejeiteis vossa confiança."

[183] Tinham feito a vontade de Deus...

[183] E maravilhosamente aplicáveis são suas palavras aos que foram tristemente chasqueados, tentados, e provados no outono de 1844. Neste tempo, os justos têm de viver pela fé... Com grande confiança, tinham proclamado a vinda do Senhor, com a certeza de que estavam fazendo a vontade de Deus. Mas, ao passar o tempo, ficaram numa posição que provava severamente a fé e a paciência. De aqui as palavras de Paulo nesse momento e nesse lugar "Portanto, não rejeiteis vossa confiança."

[409] Em comum com o resto do mundo cristão, os Adventistas naquele tempo sustentavam que a terra, ou alguma porção dela, era o santuário.

[192] Mas deveria ter-se presente que naquele tempo não se compreendiam os tipos que apontam a l obra no santuário celestial. Em realidade, ninguém tinha nenhuma idéia definida do tabernáculo de Deus

 

 

Graça Maior - Walter T. Rea, . Disponível em: https://gracamaior.com.br/estudos/ibsd-x-adventistas-do-setimo-dia/234-a-mentira-branca.html. Acesso em 23 Junho 2017.