Segundo Allan Kardec, "das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa" (Obras Póstumas, Allan Kardec, p. 132). De acordo com Norman Geisler a Bíblia responde da seguinte forma:

Embora o Antigo Testamento proíba a adoração a outro além de Deus (Êxodo 20:1-4; Deuteronômio 5:6-9), os discípulos atribuíram a ele títulos que o Antigo Testamento reservava a Deus, tais como “o primeiro e o último” (Apocalipse 1:17; Apocalipse 2:8; Apocalipse 22:13), “a verdadeira luz” (João 1:9), a “rocha” ou “pedra” (1 Coríntios 10:4; 1 Pedro 2:6-8; cf. Salmos 18:2; Salmos 95:1), o “marido” (Efésios 5:28-33; Apocalipse 21:2), o “Supremo Pastor” (1 Pedro 5:4) e “o grande Pastor” (Hebreus 13:20). Eles atribuíram a Jesus a criação (João 1:3; Colossenses 1:15-16), redenção (Oséias 13:14; Salmos 130:7), perdão (Atos dos Apóstolos 5:31; Colossenses 3:13; cf. Salmos 130:4; Jeremias 31:34) e julgamento (João 5:26). Usaram títulos divinos ao se referir a Jesus. Tomé declarou: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28). Paulo declara que em Jesus “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Em Tito, Jesus é chamado “nosso grande Deus e Salvador” (2.13), e o autor de Hebreus disse sobre ele: “O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre” (Hebreus 1:8).

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Graça Maior - Édino Melo, . Disponível em: https://gracamaior.com.br/estudos/espiritismo/136-respostas-biblicas/doutrinas-espiritas/1080-divindade-de-jesus.html. Acesso em 27 Julho 2017.