Espiritismo

Nesta crença o sofrimento e as boas obras libertam a pessoa das reencamações. Como pode ser possível, se quando faço o bem à pessoa, livrando-a do sofri- mento, retiro, com isso, a chance que ela tem de pagar a dívida da vida anterior? Pense: neste caso, eu estaria, na realidade, fazendo-lhe mal e não bem, já que no fim acabaria condenando-a à mais reencamações. Fatalmente, eu também não seria condenado por isso? “Daí que a reencamação se toma uma fonte do mal, algo injusto e desumano”. Veja o que a (Bíblia responde em 1 João 4:19-21.

Segundo Allan Kardec “toda a falta cometida, todo o mal praticado, é uma dívida contraída que deverá ser paga. Se não o for numa existência, o será na seguinte ou nas seguintes” (O Céu e o Inferno, F.E.B., p. 88). A doutrina reencarnacionista do carma é incompatível como uma das verdades fundamentais do cristianismo. Porque encontramos, no coração do Evangelho, a mensagem de um Deus que perdoa. A mensagem do Deus da graça, que sustenta a pessoa humana. O Deus que não exige dessa pessoa que faça tudo sozinha. O Deus de amor, que faz, dos fragmentos de uma vida, humana, um todo. No centro da Boa Nova há uma certeza de que em lugar da retribuição, haverá perdão.

A Bíblia responde que é pela graça que somos perdoados. Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo (Tito 3:4-5).

Renold J. Blank diz que “a reencarnação é contraditória no seu ciclo cármico. Se o resultado de tantas reencarnações sucessivas é realmente um ser humano sempre mais evoluído, onde poderemos ver tais indivíduos já quase no fim de seus ciclos de reencarnações? Deveriam ser visíveis, já que são pessoas de ideais na quase - plenitude do seu existir. Onde estão eles? E se todos os seres humanos, desde o início do gênero humano, estão dentro deste ciclo de reencarnações cada vez mais perfeitas, tais pessoas quase perfeitas deveriam ser visíveis em massa. Deveria haver muitas delas. E onde estão elas? Mas, se não houver muitas delas, porque o processo evolutivo de perfeição fracassou na maioria das casos até agora, então devo dizer que essa perspectiva não é nada animadora".

A Bíblia responde que a história converge de forma linear para um fim já profetizado no Antigo e no Novo Testamento. E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas (Mateus 25:32).

A reencarnação se apresenta como caminho para uma fuga diante de um Deus castigador. A reencarnação abre caminho para fugir das graves ameaças de condenação que pairam sobre o pecador. Em lugar do homem na morte ter de se apresentar perante um tribunal divino, a doutrina da reencarnação oferece ao indivíduo uma segunda oportunidade; a pessoa pode tentar outra vez, quando na primeira não conseguiu.

Ao contrário desta mentalidade, a Bíblia responde que perante o Juízo de Deus é um fato inevitável: Leia SI 1:5, Daniel 7:10 7:26, Mateus 7:2 Mateus 11:22 Mateus 11:24 Mateus 12:36 Mateus 13:30-39, Mateus 21:40 Lucas 10:14 Atos dos Apóstolos 24:25 Romanos 2:5 Romanos 2:16 Romanos 14:10Hebreus 6:2 1 Pedro 4:6 2 Pedro 2:4 Judas 1:6 Apocalipse 11:18 Apocalipse 14:7.

Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos ” (Atos dos Apóstolos 17:31).

A ideia da reencarnação é construída nos mesmos moldes da doutrina hindu de transmigração da alma em várias formas de vida. A teoria da reencarnação apresenta diversos erros. Alguns beiram o ridículo. Certo ator de Hollywood disse que já reencarnou num cavalo. Naturalmente se ele quer sentir-se um cavalo, o problema é dele. Ele acredita, como muitos, que a alma renasce 84 Laksa (8.400.000 vezes): onze como inseto, quatro como macaco, etc. Depois nascerá 200.000 vezes como gente. Portanto, tenha cuidado! Não mate a mosca, ela pode ser seu parente em evolução. Você já viu algum animal ter crise de consciência? Os animais não são seres morais. Portanto, seria um absurdo afirmar que um cavalo é a reencarnação de um homem para pagar os pecados da vida anterior!

A Bíblia responde em Gênesis 1:26-27 fomos feitos à imagem de Deus.

Este verso contradiz o ensino bíblico a respeito da ressurreição? Norman Geisler diz que “o primeiro conjunto de passagens revela que haverá a ressurreição de todos os mortos” (Atos dos Apóstolos 24:15; João 5:28-29). O próprio Jó expressou sua crença na ressurreição declarando: “E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus” (Jó 19:26). O que ele quis dizer quando falou sobre alguém que desce à sepultura e não toma mais (7.9) é explicado no versículo seguinte: “Nunca mais tornara à sua casa” (v. 10). Aqueles que morrem não retomam às suas vidas mortais novamente. A Bíblia responde que a ressurreição é para a vida imortal (1 Coríntios 15:53) e não para o mesmo tipo de vida que a pessoa tinha antes. Jó 14:12 não nega a ressurreição, mas afirma que ela não ocorrerá até o final dos tempos.

Sobre o cego de nascença (João 9)

A Bíblia responde que este homem não nasceu cego para pagar pelos erros da vida passada, mas para a glória de Deus.

Aqui Jó 1:20-21 fala de uma pessoa retomando ao corpo após a sua própria morte. Norman Geisler argumenta que Jó não está se referindo ao retomo da alma a outro corpo com a finalidade de viver novamente, mas do retomo à sepultura. O termo hebraico utilizado pra ventre (shammah) é usado referindo-se à terra. As ideias de terra e ventre são utilizadas no Salmos 139 referindo-se ao fato de Deus nos ter criado: Entreteceste-me no ventre da minha mãe, nas profundezas da terra (vv. 13,15). Insistir na compreensão literal desse texto, não provaria a reencarnação. Apenas poderia mostrar que uma pessoa retorna ao ventre de sua própria mãe após a sua morte, o que é um absurdo. Jó não cria na reencarnação em um corpo mortal.

A Bíblia responde que ele acreditava na ressurreição:

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,

Jó 19:25-26

Os espíritas dizem que o novo nascimento, referido por Jesus na conversa com Nicodemos em João 3 está relacionado à reencarnação. Esta tese, porém, não é verdadeira. Nesse mesmo texto Jesus deixa claro que não se trata do nascimento físico, mas sim espiritual (João 1:12-13).

A Bíblia não se contradiz. Em Hebreus 9:27 a Bíblia responde que ao homem está ordenado morrer apenas uma vez. João 3.3 refere-se à transformação operada em Cristo como exigência para entrar no Reino de Deus. Leia 2 Coríntios 5:17.

Os espíritas dizem que ali se deu uma sessão ao ar livre e que evidencia a reencarnação de Elias e João, o Batista (Mateus 17:1-13). Esta última afirmativa carece de fundamentos, como já foi analisado.

A Bíblia responde que no próprio texto Jesus explica a vinda de Elias. Seus discípulos compreenderam que se referia a João, o Batista. Como Elias teria voltado se Ele não morreu (2 Reis 2:11)? A finalidade do acontecimento foi mostrar que Jesus é o Messias: Moisés representa a Lei; Elias, os Profetas, e Jesus é o seu cumprimento definitivo. Além do mais, João Batista tinha acabado de ser morto. Pense bem: se a reencarnação fosse verdade, a aparição deveria ter sido de João Batista, já que ele seria a última encarnação de Elias! (Jeremias 23:36-40)