Apologéticos

Em anos recentes, um dos principais produtos exportados pelo Reino Unido ao mundo tem sido uma carga de livros por autores ateus, tais como o biólogo evolucionista Richard Dawkins e o crítico literário Christopher Hitchins. Eles afirmam, basicamente, que a fé é irracional quando colocada de frente com a ciência moderna. Seus trabalhos têm incentivado uma onda de ateísmo militante na Europa ocidental e fomentado a descrença em Deus em vários cantos do planeta. Ninguém sabe ainda aonde este movimento vai dar, e mesmo se vai chegar a algum lugar além das estantes das livrarias, do sucesso editorial – Deus, um delírio, de Dawkins, virou bestseller – e das discussões acadêmicas. Isso porque, lá mesmo na Grã Bretanha, outros autores ateus parecem estar repensando o que falaram.

Por mais que os interessados tentem desviar o foco da essência do tema, a Teoria da Evolução – ou Seleção Natural – de Darwin pode ser resumida m pequenas, simples e objetivas premissas. Grosso modo, podemos resumi-la na tese de que o meio, de uma forma geral, obriga os organismos nele contido a se adaptarem a ele.

Os que não conseguem, ficam para trás, desaparecem, morrem. Os que se adaptam o fazem porque suas estruturas adquirem as condições necessárias para sua sobrevivência – as mudanças ou mutações, como seria chamada a evolução – que, por sua vez, são transmitidas geneticamente para as gerações seguintes. 

Darwin não foi o genial criador dessa tese, assim como Einstein criou a Teoria da Relatividade, por exemplo, mas sim seu avô, Erasmus Darwin, já a muito falava sobre o assunto. O que seu neto pródigo fez foi tentar, na prática, provar como a coisa toda funcionava, através de sua célebre jornada ao redor do mundo.