| Alimentos Segundo a Bíblia |
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| quinta, 04 de maio de 2006 | |
Infelizmente ainda existem, em nossos dias, igrejas que dizem ser evangélicas, pregando a salvação vinculadas a alimentação. Ensinam que se porventura comerem carnes ou tomarem café, entre outros alimentos, estão perdidos. Esquecem de pregar que a salvação é somente pela fé em Jesus Cristo.
NO ANTIGO TESTAMENTO
Quadrúpedes imundos: camelo, coelho, lebre, porco, rato, doninha... Aves imunda: Águia, falcão, abutre, milhefre, corvo, avestruz,andorinha, gaivota, gavião, mocho, coruja, íbis, cisne, pelicano,cegonha, garça, e morcego. Era proibido comer da carne do animal imundo; tocar em seu cadáver. O antigo Testamento prescrevia ainda outras circunstâncias pelas quais uma pessoa, era declarada imunda ou impura; estabelecendo as cerimônias para a sua purificação: Levíticos 15 – impurezas do homem e da mulher. A condenação para quem transgredisse esses preceitos era terminante, conforme encontramos em: Esses eram somente alguns dos numerosos preceitos determinados por Deus na antiga dispensação, para serem observados rigorosamente pelo seu povo. Até serem informados na nova dispensação, conforme veremos a seguir. Embora tratassem de assuntos basicamente materiais: alimentação, circuncisão, etc. Eles tinham também uma profunda significação espiritual, qual seja a separação que o povo de Deus devia manter dos demais povos, para não se contaminar com os seus costumes pecaminosos. Lev. 20:22-26; 18:24-30; 10:10, etc. Felizmente todos estes costumes foram abolidos juntamente com tudo o que era cerimonial.
NO NOVO TESTAMENTO
Com a vinda de Cristo, e, sua rejeição pelos israelitas, que eram o povo de Deus, a salvação foi estendida a todos os demais povos "OS GENTIOS" em cumprimento da promessa de Deus a Abrão:... Em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:3, e a ordem de Cristo: Ide, portanto fazei discípulos de todas as nações... Mateus. 28:19, e a sua profecia: E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Mateus 24:14. Cristo desfez a parede de separação que havia entre esses dois povos, judeu e o gentio: Mediante a obra redentora de Cristo, os gentios foram admitidos à graça purificados dos seus pecados e aceitos na família de Deus. Em conseqüência todos aqueles símbolos e ordenanças que os distinguiam; animais imundos, incircuncisão, abominações, etc; perderam a razão de ser ou foram purificados ou reformados, conforme as seguintes passagens: Falando sobre alimentação Jesus afirma nessa passagem que NADA há fora do homem que entrando nele o possa contaminar. Além de responder a interpelação dos fariseus sobre o comer sem lavar as mãos, a afirmação de Jesus tem um sentido bem mais amplo, conforme declara o evangelista Marcos na sua observação: “e assim considerou ele puro, todos os alimentos.”, ou segundo outra versão: “isto disse, purificando todos os alimentos. É evidente portanto, que Jesus estava alterando uma regra existente sobre alimentação, se ele estava considerando puros todos os alimentos e porque havia alimentos até então que tinham sido considerados impuros, e estes só podiam ser as carnes dos animais classificados como imundos, na antiga dispensação, mas que agora foram purificados pela Sua palavra. Na antiga dispensação, conforme já vimos, qualquer carne de animal imundo ou simplesmente tocar em seu cadáver contaminava o homem. Jesus desfez esse conceito. Podemos comprovar essa afirmativa através de inúmeras citações bíblicas. Lucas 10:7, 8 - E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. E em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos puserem diante de ti ou o que vos oferecei.
A Visão do Apóstolo Pedro Atos 10:9-16 - No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. Estando com fome, quis comer: mas, enquanto lhe preparavam a comida sobreveio-lhe um êxtase; então viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado a terra, pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra, e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: levanta-te, Pedro; mata e come. Mas Pedro replicou: de modo nenhum, Senhor, porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez a voz lhe falou: AO QUE DEUS PURIFICOU NÃO CONSIDERES COMUM. Sucedeu isto por três vezes e logo aquele objeto foi recolhido ao Céu. 19-20 – Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse lhe o Espírito: Estão aí estão dois homens que te procuram; levanta-te, pois desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei. A) – Pedro estava com fome e queria comer; B) - Teve então uma visão, na qual lhe foi apresentado toda sorte de animais da terra, incluindo-se necessariamente, aqueles que eram classificados como animais imundos ou impuros pelas leis de Moisés. C) - O diálogo que se seguiu entre a voz divina e Pedro, ateve-se, direta e exclusivamente, sobre o assunto comida: Levanta-te, Pedro; mata e come. De modo nenhum, Senhor, porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Ao que Deus purificou não consideres comum. Ou segundo outra tradução: o que Deus purificou não chames tu, de impuro. Ora! é óbvio que o objeto imediato dessa conversa eram os “animais imundos” que estavam entre os demais. De outra sorte não haveria motivo para a recusa de Pedro, nem para a réplica divina. D) - Pedro não compreendeu de imediato o alcance mais significativo da revelação divina e ficou meditando a respeito, pois contrariava as normas que até então observara durante toda a sua vida. Somente após nova intervenção do Espírito Santo e o encontro com Cornélio é que Pedro compreendeu o objetivo principal da visão. A purificação dos “animais imundos” simbolizava a purificação dos gentios, que também eram considerados comuns ou imundos pelos judeus; estes não podiam juntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça, a fim de não se contaminarem com a sua idolatria e costumes pagãos. E) Pedro antes dessa revelação não comia coisa alguma considerada imunda ou impura pelas leis de Moisés e evitava qualquer contato com pessoas de outras raças que não a judia, as quais também eram consideradas imundas ou impuras pelos judeus. A sua atitude, nesse particular, demonstrava que ainda não havia compreendido os ensinamentos de Jesus, com quem convivera durante o seu ministério. Posteriormente, porém mudou o seu comportamento quanto a alimentação e ao relacionamento com os gentios. Atos 10:28 ; 11:3; Gálatas 2:11,12. A revelação divina é clara e determinante: NÃO CONSIDERES IMPURO O QUE DEUS PURIFICOU quer sejam os animais antigamente considerados como impuros ou imundo nas leis mosaicas, quer sejam as pessoas pelo fato de pertencerem a qualquer outra raça ou povo que não o judeu. Com a vinda de Jesus, uns e outros foram purificados pela palavra de Deus. Duvidar dessa verdade ou nega-la, revela incompreensão nos ensinos registrados na Bíblia ou debilidade de fé para crer na palavra de Deus.
Não Devemos Considerar Imundo o que Deus Purificou Romanos 14:14 – Eu sei e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. 14:17 – Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo. Neste capítulo, o apóstolo Paulo falando sobre alimentação, reafirma o conceito antes expresso por Jesus, declarando que não há mais nenhuma coisa imunda ou impura, salvo para aquele que assim a considera, por fraqueza da sua fé. Para os que crêem firmemente na palavra de Jesus não há mais distinção entre animais limpos e animais imundos, pois NADA que entra pela boca do homem o pode contaminar, inclusive a carne dos animais que antigamente eram considerados imundos, mas que agora, pela sua palavra, foram considerados puros e limpos. Portanto, pela fé na Palavra de Deus, agora é nos lícito comer carne de qualquer animal, sem nenhuma conseqüência de ordem espiritual, isto é, sem contaminar as nossas almas conforme poderia ocorrer antigamente. Atualmente Deus dotou-nos de inteligência para selecionarmos os alimentos sadios, tanto de origem animal como vegetal. Mas sobre nenhum deles pesam as condenações que existiam na antiga dispensação. Aquele porém, que duvidar dessa purificação ou santificação de algum alimento, abstenha-se do mesmo para não pecar, conforme ensina o apóstolo.
Alguns Pregam a Abstinência de Alimentos e Casamento I TIMÓTEO 4:1-5 – Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que tem cauterizado a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos com ações de graça pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, se recebido com ações de graça nada é recusável, porque pela palavra de Deus, e pela oração é santificado. Col. 2:16-17 – Ninguém pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas, ou de luas novas ou de sábados. Tudo isto não é mais que sobra do que devia vir. A realidade é Cristo. Os SÁBADOS aqui mencionados são dias festivos para os judeus que para eles sempre era repouso absoluto eles descansavam nestes dias. Col. 2:20-23 – Se em Cristo estais mortos aos princípios deste mundo, por que ainda vos deixais impor proibições, como se vivêsseis no mundo?” Não pegueis; Não proveis; Não toqueis”, proibições estas que se tornam perniciosas pelo uso que delas se faz, e que não passam de normas e doutrinas humanas. Elas podem, sem dúvida dar a impressão de sabedoria, enquanto exibem culto voluntário de humildade e austeridade corporal. Mas, não tem nenhum valor real e só servem para satisfazer a carne. O Espírito Santo já profetizara por intermédio do apóstolo Paulo, que na época atual haveria de surgir um falso ascetismo sob a capa de devoção, pregando a abstinência de alimentos que Deus oferece aos fiéis na presente dispensação. Tudo o que Deus criou é bom se recebido com ações de graça, nada é recusável, porque pela palavra de Deus e pela oração é santificado. Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãs sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo. Col. 2:8. I CORINTIOS 10: 23-24 – Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica. Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo. É sabido que os infiéis, ou os gentios, eram povos idólatras que adotavam o sistema de sacrifícios de animais em suas cerimônias e o seu regime alimentar não obedecia, o estabelecido nas leis de Moisés. Por conseguinte, devia haver em seus açougues muitas espécies de carnes que essas leis condenavam. Ora, a epístola em apreço foi dirigida a igreja que estava em Corinto, uma região localizada na Grécia pagã, em pleno território dos gentios. Isso anula o argumento dos que dizem que a recomendação do apóstolo refere-se somente a açougues dos judeus, que, naturalmente, não vendiam carnes de animais imundos. Observa-se pelo contrário, que a recomendação não restringe a sua aplicação a determinadas regiões, nem abre exceções para as chamadas “carnes imundas”. O seu sentido amplo é confirmado na passagem seguinte, quando diz: Se algum infiel vos convidar comei de tudo o que se vos puser diante. É evidente que esta expressão abrange todos os cardápios da arte culinária dos gentios, incluindo-se as chamadas CARNES IMUNDAS. A única exceção que faz é para com o que foi sacrificado aos ídolos, quando se comer com os gentios, a fim de não escandalizar alguém que observa. Ainda concernente a passagem em epígrafe, cabe notar a seguinte conclusão lógica: aqueles que consideram vigentes as leis mosaicas sobre os animais imundos, para serem coerentes com os preceitos nelas estabelecidos, não poderiam servir-se dos nossos açougues ou mercados, sob pena de incorrerem em condenação, pois mesmo as carnes que consideram LIMPAS já estão contaminadas, segundo aqueles preceitos, pelo contato com as carnes imundas ou com os utensílios utilizados no seu manuseio ou preparo. Também por uma questão de coerência, os que defendem essas leis deveriam obedecer as demais disposições nelas contidas, que definam outros casos de imundícias ou impurezas, como os previstos em Lev. 12 e 15, Num. 19:11-22; etc, bem como realizar os ritos e cerimônias ali determinados para sua purificação. Se analisassem, seriamente tudo o que essas leis exigem, certamente haveriam de reconhecer que o que pretendem é um jugo insuportável. Se, pelo contrário, só as observam parcialmente naquilo que lhes convém, tornam-se réus das suas sentenças e merecedores da reprovação de Jesus e dos apóstolos. Mateus 23:24 – Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo.
Leis Cerimoniais, e Não Leis de Higiene Os atuais defensores dessas leis discriminatórias dos animais limpos e imundos, numa tentativa de excluí-las das leis cerimoniais que foram abolidas em Cristo, alegam que elas não são leis cerimoniais, mas sim de “leis de higiene”, e que por isso o cristão deve obedecer-lhas rigorosamente, para não ser condenado. Esse conceito denota uma flagrante contradição: por uma simples falta de higiene uma pessoa seria condenada a penalidade máxima? Aquele que violasse um dos seus preceitos seria considerado abominável, sua alma ficaria contaminada, eliminada de diante de Deus e impedida de entrar as Santa cidade de Jerusalém. Isto equivale a sua perdição eterna, a morte eterna. Se essas leis fossem simples leis de higiene, como explicar conseqüências tão drásticas? É compreensível que a negligencia de certos preceitos higiênicos acarrete prejuízos a saúde, doenças e até mesmo a morte no sentido físico. Mas não se concebe que uma falta de higiene possa influir nos destinos eternos de uma pessoa. Examinemos o ensino de Jesus. É uma regra elementar de higiene lavar as mãos antes das refeições; no entanto, os discípulos de Jesus não a observavam. Interpelado sobre o assunto, Jesus esclareceu que não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca... e vem do coração. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, não o contamina. Assim se essas leis que estamos considerando fossem simples preceitos higiênicos não teriam força para condenar ninguém, e ninguém seria obrigado a observá-las. Entretanto, se elas próprias previam penalidades tão rigorosas para quem as infringisse, é porque elas transcendiam aos seus aparentes objetivos, e faziam parte integrante das leis cerimoniais. Prova evidente que pertencia a esse conjunto de leis é que também especificava as práticas e cerimônias necessárias à purificação dos que fossem envolvidos pelos seus preceitos. Àqueles que advogam a aplicação dessas leis por classificá-las como “leis de higiene”, deveriam incluir também a lei da circuncisão como obrigatória para o cristão, pois a medicina moderna também a preconiza como uma prática essencialmente higiênica. No entanto, na nova dispensação, essa prática foi abolida e até mesmo proibida, no sentido em que era aplicada, conforme as palavras do apóstolo Paulo: eu Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda lei. Gal.5:2, 3. Portanto, em matéria de alimentação, fora umas poucas exceções definidas adiante, nada há mais que observar, pois conforme declara o apóstolo Paulo, TODAS AS COISAS SÃO LIMPAS, mas é mau para o homem o comer com escândalo. Rom. 14:20. Considerando esse fator e outras circunstâncias, a Igreja primitiva, ainda nos tempos apostólicos, examinando essa questão de vital importância suscitava pelos que se convertiam a fé cristã, houve por bem estabelecer quanto aos alimentos, somente algumas exceções a serem observadas, que abordaremos a seguir.
Algumas Controvérsias Entre os Primeiros Convertidos Quando a Igreja estava incipiente, surgiram as primeiras controvérsias quanto a necessidade ou não dos gentios recém convertidos ao cristianismo submeterem-se a circuncisão e a lei de Moisés. Convocada a Igreja para tratar da questão, reuniram-se em Jerusalém os apóstolos, os presbíteros e toda a igreja local, que em assembléia geral e sob a assistência do Espírito Santo, tomaram importante deliberação, válida até os nossos dias. Nessa resolução está definido o que devemos observar, única e exclusivamente em matéria de alimentos; ATOS DOS APÓSTOLOS 15:1 – Alguns indivíduos que desceram da Judéia, ensinavam aos irmãos: se vos não circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. É de suma importância que se mencione que a única dúvida existente naquela ocasião era a respeito das leis cerimoniais ou leis de Moisés, principalmente, a respeito de alimentação e da circuncisão. Que são práticas das ordenanças cravadas na cruz de Cristo. Em nenhum momento foi discutido sobre a lei moral ou os dez mandamentos. Nenhum dos discípulos ou crente daquela época tinha dúvidas sobre os dez mandamentos. Resultado da Reunião Entre os Discípulos e Toda a Comunidade Cristã
“Que vos abstenhais das cousas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas cousas fazeis bem se vos guardardes. Saúde.” Aí está a única norma cristã realmente válida para a questão dos alimentos. HEBREUS 9:10 - E que não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas bebidas e diversas abluções, impostas até o tempo oportuno da reforma.. Ou como diz outra tradução: Porém já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um Tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas, isto é deste mundo, sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no Santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna. 9:15 – Por isso Ele é mediador do novo testamento. Pela sua morte expiou os pecados cometidos no decorrer do primeiro testamento, para que os eleitos recebam a herança eterna que lhes foi prometida. Se porventura a igreja primitiva estivesse passando por algumas outras divergências doutrinarias os discípulos de Jesus teriam convocado uma outra reunião para discutir tais assuntos. Porém não esta registrado na Bíblia, que houve alguma outra reunião para tratar de divergências doutrinária a não ser a mencionada em Atos 15, onde foi tratado das carnes sufocada, sacrificadas ao ídolos, do sangue e das relações sexuais ilícitas.
O Fim de Toda a Lei Que Consistia em Ordenanças (Leis de Moisés) HEBREUS 10: 1, 9,10 – A lei, por ser apenas a sombra dos bens futuros, não sua expressão real, é de todo importante para aperfeiçoar aqueles que assistem ao sacrifícios que se renovam indefinidamente cada ano... Em seguida (Cristo) ajuntou:” Eis que venho para fazer a tua vontade”, assim aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova aliança. Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal. Conforme se compreende dessas passagens e de outras mais que poderíamos aduzir, as leis de Moisés que consistiam em ordenanças tais como comidas, bebidas e outros ritos, eram apenas sobra duma realidade que estava para vir e para ela apontavam. A realidade é Cristo. Com a sua vinda acabou-se aquilo que era transitório, pois a realidade é muito mais importante que a sua sombra. Porque continuar tateando na imperfeição da sombra quando já temos a manifestação da completa realidade? Cristo aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova dispensação. Há uma terrível condenação para aqueles que insistem em revigorar o antigo regime. Alguns Evangélicos Querem Resgatar as Leis de Moisés, Outros Querem Anular a Lei de Deus (Os Dez Mandamentos). A incoerência daqueles que pretende restabelecer só uma parte das leis de Moisés, a que trata dos alimentos, assemelha-se a dos que dizem não estar vigente um dos mandamentos do Decálogo. A escritura, entretanto, nos declara que se anularmos um desses mandamentos, anulamos todos; se restabelecemos uma daquelas leis, somos obrigados a cumprir todas. È o que diz a citação anterior, e a que segue: Porque aquele que disse; “não cometerás adultério”, é o mesmo também que disse:“ Não matarás”. Se, pois, matares, embora não tenhas cometido adultério, tornaste transgressor da lei.
Imundo, Pode Ser Povos ou Pecados No novo testamento, algumas vezes é empregado o termo “imundo” ou a expressão “aves imundas”, porém sempre em sentido figurado, indicando aquilo que é abominável a Deus, sejam povos ou pecados, e nunca com o sentido literal ou formal que lhe atribuía o Antigo Testamento. Assim poderemos citar: SEGUNDO EXEMPLO: Apocalipse 18:2, 3. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu,caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundancia de suas delícias. É patente o sentido simbólico dos termos e expressões empregados neste texto, a começar pela grande “Babilônia”, que certamente não se refere a antiga cidade de Babilônia, situada na também antiga Caldéia, e destruída no ano 689 A.C., da qual hoje só restam ruínas. Na linguagem figurada do Apocalípse, esse nome designa um poder maligno que domina as nações da terra e, persegue os fiéis, as testemunhas de Jesus. Apocalipse 17. Os predicados que acompanham esse nome, no texto em apreço, servem para exprimir o mais alto grau de depravação e iniqüidade que se possa imaginar. Considerando o próprio contexto da passagem, facilmente se constata que a expressão “ave imunda” vale pela sua significação de coisa abominável, não fazendo sentido na sua acepção literal. Igualmente as expressões: "Morada de demônios, coito de espírito imundo, vinho da ira da prostituição, etc”, São outros tantos recursos de linguagem utilizados para realçar o caráter sumamente degradante e detestável desse poder. Concluindo, cumpre-nos lembrar que a vinda de Cristo, além de constituir um marco fundamental na história geral da humanidade pela propagação dos seus ensinos, assinala também um ponto de mudanças radicais na história da religião, porque trouxe modificações consideráveis na forma de adoração e no relacionamento entre os homens. Entre as modificações introduzidas no ritual, inclui-se a que abordamos no presente estudo sobre os alimentos.
Cairam os Ritos e os Símbolos Cerimoniais Com a vinda de Cristo caíram todos aqueles símbolos e ritos que o prefiguravam, ou que caracterizavam a antiga dispensação, a dispensação da lei. Jesus veio trazer-nos a plenitude da graça e do amor, em substituição a fria rigidez da lei, inaugurando uma nova era em nosso relacionamento para com Deus e também para com os nossos semelhantes. A dispensação da graça. Além da mudança havida na questão dos alimentos, podemos citar mais as seguintes: 1) – Sistema de sacrifícios de animais: inteiramente anulado e suprimido ante o supremo sacrifício de Cristo.
Temos Que Aceitar as Novas Normas Finalmente uma advertência sincera àqueles que relutantes em aceitar a norma Cristã sobre a questão dos alimentos, persistem, em ater-se as ordenanças que vigoraram na antiga dispensação. Você conhece exatamente todos os animais que eram classificados como “imundos” a fim de abster-se de comer da carne dos mesmos, bem como dos produtos que deles procedem? Você, sabe distingui-los? Você conhece todas as circunstancias, previstas nas leis de Moisés, igualmente capazes de “contaminar” uma pessoa e torna-la “impura ou imunda”?
Conclusão Hebreus 13:9 – Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com a graça, e Não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam. I Coríntios 8:8 – Não é a comida que nos recomendará à Deus, pois nada perderemos se não comermos, e nada ganharemos se comermos. De tudo o que foi visto, a suma é: o que comemos ou o que deixamos de comer não nos faz piores ou melhores diante de Deus, pois o que realmente conta é a nossa vida espiritual em Cristo Jesus, manifesta em nossas palavras e ações. I Corintios 5:15.
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