|
Página 10 de 25 A Ceia do Senhor e a Missa (2)
Nosso Senhor usou metáforas e parábolas em várias ocasiões dizendo: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede... Eu Sou o pão do Céu... Minha Carne é verdadeiramente Comida meu sangue é bebida etc”. Os discípulos perguntaram-lhe certa vez, “Porque falas por parábolas? No contexto Jesus explicou: As palavras que Eu vos digo são espírito e Vida”. João 6:36. Com esse esclarecimento do mestre é fácil entender que o pão e o vinho na Ceia apenas representam Seu Corpo e Seu Sangue, mas não há “presença real”. - Ao dizer “Fazei isso em Memória de Mim” Jesus já excluiu Sua presença. S. Jerônimo ensinou o mesmo e deve-se lembrar que no texto Jesus referia-se ao pão e ao vinho à hóstia criada 1200 anos depois. Tomando palavras figuradas ao pé da letra, tropeando em parábolas e metáforas o catolicismo Romano transformou a simples Ceia em coisa complicada. VEJA ALGUNS OPOSITORES DO DOGMA: 1) O papa Gelásio I, anos 492-496, ensinava que “A natureza dos elementos da Ceia não deixam de existir depois da benção”. 2) Outro papa Gelésio II 1118-1119, não aceitava a transubstanciação e disse: “Na eucaristia a natureza do pão e do vinho não deixam de existir” e ordenava as Igreja que servissem aos fiéis o pão e o vinho. 3) O papa Romano S. Clemente pensava o mesmo ao dizer: “O pão e o vinho são apenas símbolos” não se transformam em coisa alguma, ( Ver Dabus in Cristo. Adv. Eutychen, eth Nestorium, S. Tomaz Sun Theo. Vol. 7, P. 134.3 e Clemente, livro VII 5-23). Como não é possível fazer uma acareação entre os papas, seria melhor o catolicismo de hoje estudar o espírito das palavras de Cristo. 4) O escritor Albertinus cita quatro cardeais daqueles tempos: Bonaventura, Alicuo, Cujan e Cajetano; cita também cinco bispos e dezenove doutores da Igreja que interpretavam o Evangelho de João 6:53 -63 no sentido espiritual e simbólico ( Ver Albertinus Ench Livro 1 Pg. 209). São Cirilo de Jerusalém e São Gregório de Nissa fizeram referências à “União mística” na eucaristia, mas nada falaram sobre “presença real”. (Sacra cuenca Ad. Lanfruncum Cath XXI- 13).
As doutrinas Católicas sobre a transformação dos elementos da Ceia apresentam sérios problemas para o raciocínio: Se Cristo disse para celebrar a Cerimônia .“Até que Eu venha”não pode estar presente na hóstia, se vem não está... Ele foi o primeiro a servir-se, teria engolido a Si mesmo? O Concílio de Trento complicou mais o assunto, prescrevendo que “Se uma hóstia se partir em pedaços, Cristo estará presente em cada fração, se uma parte cair no altar, o lugar deve ser lambido com a língua”. (Ver Concílio de Trento, Seção XIII 3.D. 876).
Verifica-se que esse dogma não resiste a nenhuma análise. Seu mais perigoso adversário não são os teólogos protestantes, mas sim os cientistas como Albert Einstein, Oppenhelmer e outros corifeus da ciência atômica... A celebração da missa é mais uma encenação que o culto Cristão, veja como Martinho Cochém descreve o cerimonial no livro: Explicação da Missa pg. 40: O Sacerdote durante uma só Missa benze-se 16 vezes, volta-se para o povo outra 16 vezes, beija o altar oito vezes, levanta os olhos 11 vezes, 10 vezes bate no peito, ajoelha-se outras 10 vezes e junta as mãos 54 vezes. Faz 21 inclinações com a cabeça e sete vezes com os ombros, inclina-se oito vezes e beija a oferta 36 vezes. Põe as mãos sobre o peito 11 vezes e oito vezes olha para o céu. Faz 11 orações em foz baixa e 13 em voz alta, descobre o Cabes e o cobre novamente cinco vezes e muda de lugar 20 vezes”.
- Talvez fosse por isso que Cristo disse: Vinde a Mim e Eu vos darei descanso... A transubstanciação romanista é pura ilusão, não pode ser aceita por nenhuma mente esclarecida e alimentada pelas Escrituras Sagradas.
7 mensagens
|