A Virgem Maria do Catolicismo Romano Imprimir E-mail
Índice de Artigos
A Virgem Maria do Catolicismo Romano
Maria, a QUARTA PESSOA da Santíssima Trindade!
Maria Co-Redentora - Uma Blasfêmia
Imaculada Conceição de Maria
Assunção de Maria
Como Se Infiltrou o Paganismo na Igreja Cristã
Igreja Católica Romana  X Bíblia Sagrada

Imaculada Conceição de Maria

Os “Pais da Igreja” deixaram bem claro que até o século V Maria era considerada apenas uma mulher virtuosa, como muitas outras de sua raça, nascida em pecado e sujeita ao pecado.

Do século VI ao século XII a crença comum era de que Maria havia nascido em pecado, mas por divina proteção fora preservada de pecados pessoais.

A partir do século XIII, na chamada idade das trevas, a Igreja Romana ordenou que se guardasse o dia 08 de dezembro como a “Festa da Imaculada Conceição de Maria”. As discussões a respeito deste assunto continuaram até o século XIV.

Alguns dos primeiros papas “infalíveis” haviam sustentado que Maria nascera em pecado e cerca de 200 teólogos católicos apoiaram essa doutrina. Contudo, o Papa Pio IX em sua bula ineffabilis Deus emitida em 08/12/1854, proclamou a “imaculada Conceição” de Maria como dogma, artigo de fé que deveria ser aceito obrigatoriamente por todos os católicos romanos.

Apesar da suposta “infalibilidade papal” está claro que a doutrina da “imaculada Conceição” não tem qualquer respaldo Bíblico e portanto, temos que reconhecer que é falsa!

Em 1140 a “Festa da Imaculada Conceição” foi comemorada pela primeira vez por alguns cônegos de Lyon, França, os quais foram duramente censurados por São Bernardo por terem iniciado essa novidade. A Enciclopédia Católica diz o seguinte sobre este assunto:

Ao introduzir-se a festa em Lyon soou a voz da oposição, nada menos que a de São Bernardo, por outra parte tão grande mariólogo; e sua autoridade atraiu outros ao seu parecer” (Tomo II art. Conceição Imaculada da Santíssima Virgem).

Durante onze séculos a crença nesta doutrina foi desconhecida na Igreja Cristã. Encontramos o primeiro vestígio da mesma em meados do século XII com a instituição da festa acima referida.

Embora na Igreja Oriental, a partir de 880 d.C., fosse celebrada a Festa da Conceição, em cada 09 de dezembro, esta por sua fez, referia-se apenas ao caráter milagroso da conceição de Maria, visto como sua mãe, supostamente chamada Ana, era estéril.

A idéia da “Imaculada Conceição” de Maria foi-se espalhando, ao mesmo tempo em que crescia a oposição contra a mesma, havendo então uma séria controvérsia, da qual participaram escolas de pensamento, ordem religiosas, igrejas nacionais e proeminentes líderes.

Os principais contendores nessa batalha dogmática foram os franciscanos que, junto com o seu mestre Juan Dunes Scotus, defendiam a Imaculada Conceição, enquanto os dominicanos encabeçados por Tomás de Aquino a negavam

O próprio Concílio de Trento, que transformou em artigos de fé muitas superstições medievais, absteve-se de promulgar esse novo dogma. Isso deixa claro que em 1545 essa crença ainda não tinha apoio universal. Foram necessários 18 séculos e meio para que o dogma da "Imaculada Conceição" fosse proclamado oficialmente.

Com efeito, o Papa Pio IX publicou, em 02/02/1849, uma Encíclica, a fim de que todos os bispos expressassem sua opinião a respeito, e ainda que muitos deles se pronunciassem contra, posteriormente esse mesmo papa, através de uma bula "Ineffabilis Deus", em 08/12/1854, decretou a "Imaculada Conceição de Maria" como novo dogma da Igreja Católica, na presença de 54 cardeais e 140 bispos.

Apesar da fórmula dogmática declarar que essa doutrina foi "revelada por Deus", o certo é que nas páginas das Sagradas Escrituras não existe a mais leve insinuação de que a mãe de Jesus tivesse sido concebida sem pecado. Uma leitura cuidadosa das 23 passagens do Novo Testamento, que direta ou indiretamente, aludem a Maria, nos permitirá ver que, apesar dela jamais ter gozado um grau especial e proeminente na comunidade judaica, sempre foi distinguida em razão do seu caráter humilde e piedoso.

Que ela não tenha cometido pecado durante sua vida terrena é biblicamente impossível (Romanos 3:10-12), conforme podemos compreender dos evangelhos. Enquanto isso, a perfeição moral de Jesus Cristo é demonstrada claramente nas Escrituras.

O dogma da "Imaculada Conceição" de Maria é insustentável e obras católicas da época da escolástica assim afirmavam:

Em certo estado de desenvolvimento a questão foi estudada pelos escolásticos e, coisa rara, quase todos creram que a doutrina de "Imaculada Conceição" não se harmonizava com o universalismo do pecado de Adão e da Redenção. Anselmo, Alberto, Pedro Lombardo, Alexandre de Hales, Boaventura, Alberto Magno e Tomás de Aquino (todos eles considerados santos católicos), mesmo tendo sido fiéis devotos de Maria, prontos a defender seus muitos privilégios, contudo jamais ensinaram que ela tivesse sido concebida sem pecado. 

Entretanto, ainda que os escolásticos mais conspícuos, antes do século XIV, se opusessem terminantemente à "Imaculada Conceição de Maria", não faltaram outros de menos fama, que com igual resolução defenderam essa prerrogativa de Maria por todos os meios ao seu alcance. No século XIII, a época da escolástica, deparamo-nos com o surpreendente fato de que a maioria dos grandes teólogos se declara explicitamente contra a "Imaculada Conceição de Maria..." (História dos dogmas III edição. Cultural, Buenos Aires, 1945, Ps. 173-174).

Anselmo, doutor da Igreja, Arcebispo de Canterbury (1033-1109), disse: Mesmo sendo imaculada a conceição de Cristo, não obstante, a mesma Virgem da qual Ele nasceu, foi concebida na iniqüidade e nasceu com o pecado original, porque ela pecou em Adão, assim como por ele todos pecaram" (Obras completas de Santo Anselmo, I, P. 861, Madri, 1952).

S. Bernardo (1140), disse: Só o Senhor Jesus Cristo foi concebido do Espírito Santo, porque era o único Santo antes da conceição, com sua exceção que se aplica a todos os nascidos de Adão, o que alguém confessou humilde e verazmente de si: Eu nasci na iniqüidade e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmo 51:5) (Obras Completas de S. Bernardo, II, Madri, P. 1180).

O dogma da "Imaculada Conceição” e, portanto, insustentável e totalmente dispensável para a salvação do homem. O resultado desse dogma absurdo é o afastamento do verdadeiro cristão da obra redentora de Cristo, conforme diz Paulo: pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente, Amém" (Romanos 1:25).



 
< Anterior   Próximo >

Alguns Artigos

Notícias


Notícias
Notícias seculares sobre o cristianismo

Quem está online...

Nós temos 7 visitantes online


Você está aqui:Página Inicial arrow Estudos arrow IBSD X Católica arrow A Virgem Maria do Catolicismo Romano

Últimos Artigos

Artigos mais lidos

Nossos Patrocinadores

Fok Hospedagem de sites
Hospedagem de sites com segurança!
Lista Telefônica Virtual
Lista Telefônica Virtual
e desenvolvimento de websites

Deseja colaborar com este ministério?