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Sexta18 Abril 2014

"Texto fora do contexto é pretexto para heresias", portanto leia sempre o contexto e nunca baseie uma doutrina num texto isolado.

A Santa Missa da Igreja Católica Romana

A assim chamada "Igreja Católica Romana" insiste em que a "comunhão" não é apenas um sacramento que confere graça ao comungante, mas também sacrifício real a Deus, em que Cristo, como sacerdote, oferece o Seu próprio corpo e sangue.

As palavras de Mateus 26:26 -28 e de 1 Coríntios 11:23-26, particularmente as palavras:  "Este é o Meu corpo" e  "Este é o Meu Sangue", parecem muito simples e fáceis de se entender. Mas o fato é que elas, provavelmente, já causaram mais divisão dentro da Igreja Cristã do que quaisquer outras.

Por causa dessa doutrina milhares de cristãos foram mortos na Inglaterra, no século XVI, durante o reinado da sanguinolenta "Bloody Mary", sem falar nos milhões que foram assassinados, em todas as épocas, pelos papas do Catolicismo Romano.

De fato, não foi senão em 380 d.C. que a doutrina da "transubstanciação"apareceu, e, até então, as idéias a respeito da mesma eram vagas e contraditórias.

A palavra "transubstanciação"  não era comumente usada, até 830 d.C. e, mesmo depois dessa data, ela ainda permanecia em debate. Foi promulgada pelo Papa Inocêncio III, em 1215 d.C., e foi transformada em artigo de fé, em 1551 d.C. pelo Concílio de Trento, 1545-63 d.C. que anatemizou todos quantos a rejeitassem ou dela duvidassem.

Convém esclarecer que o Papa Inocêncio III, (1198 a 1216 d.C.), um dos mais poderosos da história da Igreja Romana, tendo assassinado milhares de inocentes, que eram visto como "hereges", declarou-se  "Vigário de Cristo, Vigário de Deus, Soberano Supremo da Igreja e do mundo" com o direito de depor reis e príncipes afirmando que  "todas as coisas na terra, no céu e no inferno estão sujeitas ao vigário de Cristo". 

Nunca na história, até a chegada da Reforma Protestante, um homem exerceu maior autoridade do que ele! de decretar a herética transubstanciação, ordenou duas cruzadas, proibiu a leitura da BÍBLIA SAGRADA no vernáculo, ordenou o extermínio de todos os "Hereges", instituiu a  "Santa Inquisição" ou  "Santo Ofício" -- Hoje  "Sagrada Congregação para a Doutrina da fé" -- e mandou massacrar os albigenses, tendo dito que a cruzada contra esses santos  "havia sido a coroação dos seus objetivos como papa".

Mais sangue foi derramado durante o seu pontificado e dos seus imediatos sucessores do que em qualquer outro período da história da Igreja de Roma, exceto no esforço de esmagar a Reforma Protestante, nos séculos XVI e XVII.

Dir-se-ia que NERO, o monstruoso imperador romano, que mandou incendiar Roma para incriminar os cristãos, e decretou a morte do apostolo Paulo, poderia se assemelhar a um cordeiro, diante desse lobo voraz, Papa Inocêncio III.

Vejamos o que diz o Concílio de Trento:

Sessão XIII, outubro de 1515 - capítulo 4.Sobre a Transubstanciação:

Visto que Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele ofereceu sob aparência de pão era realmente seu corpo, sempre foi mantido na Igreja de Deus e este santo sínodo agora declara de novo que, pela consagração do vinho na substância de Seu sangue. E esta conversão é pela santa Igreja Católica convenientemente e com propriedade chamada transubstanciação".

Capítulo 5. Culto e veneração da Santa Eucaristia

E assim não se deixa lugar á dúvida de que todos os fiéis de Cristo devem em sua veneração demonstrar a este santíssimo sacramento o culto completo de adoração (latriae cultum) que é devido ao verdadeiro Deus, em concordância com o costume sempre aceito na Igreja Católica. E não deve ser menos adorado  porque foi instituído por Cristo Senhor para que pudesse ser tomado e comido"

Cânones sobre a Santa Eucaristia

Mansi, XXXIII 84 Cx. Denzinger, 883 ss.

"3. Sobre a Eucaristia. Se alguém negar que no venerável Sacramento da Eucaristia todo o Cristo está contido debaixo de cada parte separada de cada espécie  - seja anátema".

"9. Se alguém negar que cada um e todos os fiéis de Cristo, de ambos os sexos, tendo chegado aos anos de uso da razão, são obrigados a comungar, pelo menos uma vez por ano, no tempo da páscoa, em concordância com o preceito da Santa Madre Igreja -- seja anátema.

A Igreja Romana pretende basear sua doutrina herética nas Sagradas Escrituras, Vejamos João 6 48-58. Nesta passagem há oito referências à expressão da palavra Comer, e a palavra carne é repetida cinco vezes dos lábios do próprio Senhor Jesus Cristo.

Porém, negamos inteiramente que elas constituam a profecia da eucaristia da Igreja Romana.

Contra a interpretação católica romana desta passagem. lembremo-nos de que as palavras do Senhor, ditas nos primeiros versículos do mesmo capítulo 6 de João, são exatamente as que fazem parte da mesma controvérsia entre Jesus e os judeus, que desejam fazer Jesus repetir o primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, de modo que pudessem ter outra refeição.

Verifiquemos, especificamente João 6 29, 35-37, 40,44,45,47. Nestas passagens temos as palavras crer ou vir empregadas nove vezes. O comer a carne e o beber o sangue significa, no pensamento de Jesus, a posse da vida eterna.

A consequência do crer ou vir, nas últimas passagens citadas é também a posse da vida, o comer a carne e o beber o sangue do Filho do Homem. portanto, equivalem a vir a Jesus, e a crer nEle.

Em sua falta de compreensão espiritual, os judeus não entenderam as palavras de Jesus e ficaram cheios de escrúpulos e perguntavam-se: "como pode Este, dar-nos a comer a Sua própria carne"?  (João 6 52).

Se tomadas literalmente. As palavras de Jesus levaram os judeus a encher-se de escrúpulos com justa razão, pois o comer a carne e o beber o sangue do filho do homem, seria puro canibalismo!

Alguns dos discípulos do Senhor também ficaram escandalizados com essas palavras e disseram: "duro é este discurso! Quem o pode ouvir?" (João 660).

Porém o Senhor deu Sua declaração clara explicando àqueles que desejavam recebê-lo, como o fez com as Suas parábolas, em Mateus 13 Jesus disse aos discípulos: "As palavras que eu vos tenho dito são espirituais e são vida" (V. 63).

As palavras de Pedro, ditas em seu nome e no dos demais apóstolos, mostram que eles interpretaram corretamente o SENTIDO das palavras de Jesus, como significando vir ao Senhor e crer nEle, pois o apóstolo Pedro disse: "...Senhor, para quem IREMOS NÓS ? Tu tens a palavra da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus!"( Vs. 68-69).

O que Jesus buscou esclarecer com as palavras ditas em João 6 57?:  "Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e igualmente Eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá". Como é que Jesus "vive pelo Pai"?  Vive como o Verbo encarnado pela fé, no Pai e na sua palavra.

Examinemos outras passagens bíblicas que a Igreja Romana cita para sustentação da doutrina da comunhão ou eucaristia: Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-24; Lucas 22:19-20 e 1 Coríntios 11:23-26.

A primeira coisa que precisamos notar, nestas passagens, é que as palavras "abençoar" e "dar graças" é a tradução da palavra grega "eulogein", que significa louvar. O dar graças e o abençoar ou louvar foram dirigidos a Deus!

A Igreja Romana, porém, sustenta que o pão e o vinho são abençoados e que, por meio dessa bênção, são transformados em alguma coisa diferente: CORPO E SANGUE.

Entretanto, a linguagem empregada nos textos citados não conduz a esta conclusão!  Era ação de graças e louvor REDIMIDOS A DEUS, exatamente como o Senhor Jesus Cristo fez, quando alimentou a multidão, dando graças pelos pães e pelos peixes (João 611).

A seguir, o que nos chama à atenção são as palavras de Jesus, depois da ação de graças: "isto é o Meu corpo... isto é o Meu sangue, o sangue da aliança".

Raciocinemos: poderia Jesus dizer que em Suas mãos estavam o Seu próprio corpo e sangue, quando ainda estava VIVO NO MEIO DOS DISCÍPULOS, habitando o mesmo corpo com o qual nascera de Maria e com o qual andara e ainda estava andando na companhia dos discípulos?

Tal pensamento propalado pela Igreja Romana para assegurar a  doutrina da transubstanciação fere frontalmente a inteligência das pessoas sensatas! Muitas vezes, nas Sagradas Escrituras encontramos a mesma construção gramatical, onde o verbo ser é usado com o sentido de representar, e nessas passagens não pode ter outro significado, senão vejamos:

As sete belas vacas SÃO (representam) sete anos e as sete belas espigas, igualmente (SERÃO)  sete anos..."(Gênesis 49:9-14).
Porque o SENHOR Deus É sol e escudo..." (Salmos 84:11).
Lâmpada para os meus pés É a Tua palavra e luz, para os meus caminhos" (Salmos 119:105).


"O campo é o mundo; a boa semente SÃO os filhos do reino; o joio SÃO os filhos do maligno; o inimigo que semeou é o diabo; a ceifa É a consumação do século, e os ceifeiros SÃO os anjos" (Mateus 13 39-39).

"A garganta deles é um sepulcro aberto..." (Romanos 3:13).

"Eu SOU a porta (João 10:9).  "Eu SOU a videira verdadeira..." (João 15:1).

Geralmente empregamos a mesma liguagem em nossos dias. Olhando, por exemplo, a planta de uma casa dizemos: "Isto é a sala de jantar e aquilo é a cozinha".  Ou quando olhamos uma fotografia dizemos: "Esta é fulana e aquele é beltrano".

Quando assim falamos, estamos usando exatamente a linguagem de Jesus, quando tomou o pão e o vinho. Na realidade, Ele não falou do vinho mas do CÁLICE, quando disse:  "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança".

Outra coisa que chama a nossa atenção é o fato de que Jesus, após ter abençoado o vinho, o tenha chamado de  "o fruto da videira". Vejamos as passagens, na Bíblia Sagrada:

"E digo-vos que, desta hora em diante, não bebereis deste fruto da videira, até aquele dia em que hei de beber, novo, no reino de meu Pai" (Mateus 26:29).  "Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus" (Mateus 14:25).   "Pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lucas 22:18).

Isso demonstra claramente que a substância do vinho NÃO HAVIA MUDADO!  Paulo age do mesmo modo, quando chama os elementos da Ceia de pão e vinho: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha".  (1 Coríntios 11:26).

As narrativas da instituição da "Ceia do Senhor" nos Evangelhos e na Carta de Paulo aos Coríntios, tornam claro que Jesus falou em sentido figurado, quando disse: "Este é o cálice da nova aliança no Meu sangue..." (Lucas 22:20).

E Paulo cita Jesus dizendo: "Este cálice é a nova aliança no Meu sangue; fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de Mim" (1 Coríntios 11:25).

Nestas palavras Ele usou dupla figura de linguagem. O cálice representa o vinho e o vinho é chamado de nova aliança.

O cálice não era literalmente a nova aliança, embora ficasse definitivamente declarado, como o pão foi declarado ser o seu corpo. Eles não beberam o cálice literalmente, como também não beberam literalmente a nova aliança!  Como é ridículo dizer que eles o fizeram!

O Seu corpo também não foi o pão literal, nem o vinho, seu sangue literal. Como já dissemos, depois de dar o vinho aos discípulos Jesus disse:  "Pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lucas 22:18).

Assim o vinho, mesmo que dele Jesus tenha tomado e depois dado aos Seus discípulos, continuou sendo o fruto da videira!  Nenhuma alteração houve nos elementos. Isso aconteceu depois da oração de consagração, quando a Igreja Romana supõe e ensina que aconteceu a alteração, mesmo tendo Jesus e Paulo declarado que os elementos continuaram sendo pão e vinho.

Na verdade, como poderiam as palavras de Cristo: "Este é o Meu corpo e este é o Meu sangue" ser aceita no sentido literal?  Voltamos a enfatizar que na ocasião em que estas palavras foram ditas, o pão e o vinho estavam sobre a mesa, diante dEle, e Ele estava assentado à mesa em Seu corpo, como qualquer pessoa viva! A crucificação ainda não havia acontecido! Eles comeram a Ceia do Senhor, antes da crucificação.

Além disso, não podemos fazer algo em memória de alguém que está presente, como a Igreja Católica faz, dizendo que Cristo está presente na missa. Mas no futuro, quando estivesse ausente, estas coisas poderiam simbolizar o Seu corpo partido e o Seu sangue derramado.

Seus discípulos poderiam, então, relembrar o Seu sacrifício e o pão e o vinho poderiam ser tomados "em memória" dEle  (1 Coríntios 11:25).

As palavras de Jesus "fazei isto...em memória de Mim" mostram que a Ceia do Senhor não foi um tipo de operação mágica, mas exclusivamente um memorial !  E com que finalidade?  Com o objetivo de convocar todos os cristãos, através dos séculos, a que se lembrassem da crucificação do Senhor e de todos os benefícios dela provenientes!

Um memorial não apresenta a realidade, como no caso de serem o pão e o vinho o seu verdadeiro corpo e sangue, mas uma coisa totalmente diferente, que serve apenas como lembrança da coisa real. Esta é a lógica!  É perfeitamente óbvio a qualquer leitor observador inteligente que a Ceia do Senhor foi especialmente estabelecida como uma simples festa memorial. De maneira alguma como uma "reencarnação" de Cristo!

Comer e beber carne e sangue humano é coisa repulsiva e abominável a Deus, e também a qualquer pessoa mentalmente são, especialmente aos judeus. Essa prática é contrária às Escrituras e ao senso comum.  "Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra ele me voltarei e o eliminarei do seu povo" (Levíticos 17 10). "Tão somente o sangue não comerás... (Deuteronômio 12:16).

Na lei judaica havia severa penalidade contra quem comesse sangue. Na visão de Pedro (Atos dos Apóstolos 10), quando ele recebeu ordem de levantar-se, matar e comer, ele protestou imediatamente, dizendo que nunca comera coisa imunda. Um pouco mais tarde, o Concílio de Jerusalém, legislando para a dispensação cristã, ratificou a proibição de se comer sangue: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem de vos guardardes. Saúde" (Atos dos Apóstolos 15:29).

É impossível crer que, quando os apóstolos estabeleceram a lei de Deus, eles mesmos participassem, não apenas de sangue de animal, mas principalmente de sangue humano -- o que seria o caso se na Ceia do Senhor, eles comessem regularmente a carne e o sangue literais de Cristo!  Que fale mais alto o bom senso! Que os queridos e sinceros católicos sejam despertados do seu sono...(Efésios 5:14).

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“Transubstanciação” Uma Vergonhosa Falsificação

A Igreja Romana sustenta que a "transubstanciação" é o maior de todos os milagres! A evidência de toda palavra de Deus e de toda experiência prática demonstra que a chamada "transubstanciação" não é um milagre, PORÉM UMA VERGONHOSA FALSIFICAÇÃO!

O Senhor Jesus, quando viveu entre os homens, realizando o Seu ministério terreno, operou muitos milagres e todos eles traziam consigo sua própria evidência.

O cego viu, o coxo andou, os mortos ressuscitaram, os pães foram multiplicados diante de milhares de testemunhas oculares que comeram o pão multiplicado, saciando sua fome. A ressurreição de Jesus foi poderoso milagre, tão poderoso que mesmo os que O conheciam bem, ficaram em dúvida a princípio. Como foi que Jesus dissipou suas dúvidas? O Senhor disse:

"Vede as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho" (Lucas 24:39).

Para o incrédulo Tomé, o Senhor disse: "Põe aqui o dedo, e vê as Minhas mãos. Chega também tua mão e põe-na no Meu lado; não sejas incrédulo, mas crente" (João 20:27).

O Senhor Jesus Cristo instou com os seus discípulos para que exercitassem sua capacidade de critica, a fim de provar a realidade da ressurreição!

A Igreja Romana, entretanto, não age assim em relação às suas doutrinas, como no caso da "transubstanciação"! Ainda que o pão e o vinho, após devidamente abençoados pelo sacerdote, conservem sua aparência, sua forma, seu gosto, seu cheiro, seu peso e sua cor e, ainda que as qualidades aprendidas pelos sentidos sejam as mesmas que eram antes da consagração, os católicos romanos são obrigados a rejeitar toda a verdade racional dos seus sentidos ou ser anatemizados!

Segundo a Igreja Romana, aquilo que os sentidos aprendem depois da consagração do pão e do vinho, na eucaristia, são os acidentes!  Quando Jesus transformou a água em vinho, em Caná da Galiléia, as características da água desapareceram, PORQUE A ÁGUA DEIXOU DE EXISTIR, conforme João 2:9-10. Esse episódio é bastante claro à nossa inteligência!

Que o sacrifício de Cristo no calvário foi completo, como oferta única, e que jamais deveria ser repetido, está claramente expresso em Hebreus capítulo 7, 9,10. Senão vejamos:

Que não tem necessidade, como os sumos-sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, pelos pecados próprios depois, pelos do povo; porque isto fez de UMA SÓ VEZ POR TODAS quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus 7:27).

"Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, UMA VEZ POR TODAS, tendo obtido eterna redenção (9:12).

"Com efeito, quase todas as coisas, segundo a Lei, se purifica com sangue; e, SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figuras do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.

"Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou UMA VEZ POR TODAS, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado".

"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo se oferecido UMA VEZ PARA SEMPRE para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (9:22 -28).

"Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, UMA VEZ POR TODAS. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, QUE NUNCA JAMAIS PODEM REMOVER PECADOS”.

"Jesus, porém, tendo oferecido, PARASEMPRE, um ÚNICO SACRIFÍCIO PELOS PECADOS, assentou-Se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os Seus inimigos sejam postos por estrado dos Seus pés. Porque, COM UMA ÚNICA OFERTA, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados". (Hebreus 10:10-14).

Observem que nesses versículos aparece a declaração "uma vez por todas" (Heb. 10:10), contendendo a idéia de inteireza ou finalidade, que impossibilita a repetição.

Isso está mais do que claro! A obra de Cristo na Cruz foi completa, perfeita e definitiva! Ela constituiu um acontecimento histórico que jamais foi repetido e que realmente não pode e jamais poderá ser repetido! A linguagem é perfeitamente clara:

Cristo ofereceu "um único sacrifício pelos pecados..."(Hebreus 10:12). Paulo diz: "Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, JÁ NÃO MORRE; a morte já não tem domínio sobre ele" (Romanos 6:9), e o escritor de Hebreus diz que "...com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados..." (10:14).

Os versículos que acabamos de citar contradizem completamente tudo que a Igreja Romana tem a dizer sobre a missa. Graças a Deus podemos olhar para trás, a fim de ver o que o Senhor Jesus fez no Calvário e saber que Ele completou o sacrifício pelos pecados, uma vez por todas, e que a nossa salvação não depende do capricho ou decreto arbitrário de qualquer sacerdote ou igreja!

Qualquer presunção de uma oferta contínua pelo pecado é mais do que inútil, pois é uma negação da eficácia do sacrifício expiatório de Cristo no Calvário!

Pregado na cruz, e antes de render o espírito a Deus, Jesus exclamou: "TUDO está consumado!" (João 19:30). Isso em virtude de ter sido consumada a Sua obra propiciatória, quando o Seu cadáver foi tirado da cruz e colocado na sepultura.

Contudo, Ele não está na sepultura agora! Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos e hoje está à mão direita de Deus Pai, apresentando o Seu sacrifício Perfeito e completo, em favor de todos quantos nEle confiam! Cristo não precisa de "missas" para suplementar a obra que já concluiu!

Alegar que o chamado "sacrifício da missa" serve de ajuda aos que estão no "PURGATÓRIO" é agir com falsidade. Esta é outra balela inventada pela Igreja Romana, que no século VI recebeu essa doutrina de forma convencional, das mãos do papa Gregório I, o grande, (590-604 d.C.). Doutrina essa que foi proclamada como artigo de fé em 1439, pelo Concílio de Florença e mais tarde confirmada pelo Concílio de Trento, em 1548.

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Santa Missa - Uma Oferta De Sacrifício Para A Salvação?

Os católicos romanos que levam a sério a sua filiação à Igreja e que, na maioria dos casos, foram treinados desde a sua infância a crer que a missa é um sacrifício diário oferecido por eles, acham difícil deixar a Igreja Romana precisamente porque temem que sem a missa eles possam perder a sua salvação.

Desse modo, a missa/eucaristia e os demais sacramentos do Romanismo são elos da cadeia de ferro que aprisiona as consciências humanas, destruindo sua liberdade espiritual e destinando suas almas para a perdição eterna.

Um católico romano devoto considera essa questão de salvação através da missa com muito mais seriedade do que a maioria dos evangélicos possa imaginar. E a hierarquia romana percebeu rapidamente que a maneira mais segura de manter aprisionados as mentes e os corações do povo, através dos séculos, seria através da missa, que se transformou no próprio coração do catolicismo Romano.

Por isso a hierarquia proclama que é uma representação visível, do sofrimento e da morte de Cristo, através deste simbolismo. Somente quando uma pessoa começa a ler a Bíblia Sagrada atenta e inteligentemente, com espírito de oração, e que descobre que o único sacrifício necessário para a sua salvação foi feito por Jesus Cristo no Calvário, e que a missa não pode ser uma continuação desse sacrifício.

É bom salientar que nenhuma missa é rezada sem pagamento! A missa rezada para benefício de uma alma no "purgatório", nas chamadas "missas comunitárias", custa em torno de dois a três reais.

Contudo o seu preço quando rezada fora do horário habitual chega a variar entre dez e trinta reais.  A "Missa de Requiem" (rezada em funerais) atualmente é cobrada em torno de sessenta a setenta reais! (Obs: valores praticados em 1993 e se modificam de diocese para diocese).

Se alguém duvidar dessa afirmação, que solicite a presença de um sacerdote, quando falecer algum familiar, e constate a veracidade da mesma! Missa para celebração de 15 anos, de casamento ou de bodas de prata/ouro tem cotação livre! dependendo do aparato social, os preços podem dobrar! Eles variam nas diferentes dioceses e de acordo com o poder aquisitivo dos paroquianos! É um excelente meio de arrecadar dinheiro para os cofres do padre e do bispo!

No dia de finados, rezam-se três missas. Duas pelas almas no "purgatório" e uma em intenção do papa, isto é como intenção rezada pelo bem do ofertante! Cada paroquiano da Igreja Romana é obrigado a assistir a essas missas dai porque as entradas nos cofres da Igreja local ou paróquia, nesse dia, são geralmente consideráveis!

Quanto mais missas forem rezadas por uma alma que agoniza no "purgatório", tanto melhor para o padre! A necessidade de um tão grande número de missas através de longos períodos de tempo, certamente lança dúvidas na declaração de que uma missa seja de tão alto valor em questões de salvação!

Um dos piores aspectos do sistema de missa é que o sacerdote jamais pode dar certeza de que a alma, pela qual se celebrou a missa, já esteja ficando livre do "purgatório"!!! Ele decididamente não tem um critério pelo qual possa dar essa garantia!  Por isso as missas podem ser oferecidas "ad infinitum", ou até enquanto o iludido católico romano estiver disposto a pagar por elas, crente de que está ajudando a alma do seu parente (ou amigo) a sair do fantasioso "purgatório".

Esta é a realidade!  Quem conhece a Palavra de Deus não precisa cair nesses "contos do vigário"! Além do mais, se o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário foi inteiramente gratuito, por que então o seu "vigário" na terra se acha no direito de cobrar pela simples repetição desse sacrifício?

Em vista do destaque dado à missa pela Igreja Romana, seria particularmente interessante declarar-se que ela não era conhecida na Igreja Primitiva. Ela foi inicialmente proposta por um monge beneditino de nome Radbertus, no século IX, e só veio a fazer parte oficial da doutrina católica romana quando pronunciada como tal, pelo Concílio de Latrão, em 1215 d.C. sob a direção do Papa Inocêncio III, de quem já falamos, tendo sido ratificada no Concílio de Trento, em 1545 d.C.

A "transubstanciação" não se encontra no Credo dos Apóstolos nem nos credos Niceno e Atanasiano. Sua primeira citação no credo foi feita pelo Papa Pio IV, no ano de 1564. Somente no ano de 1415 d.C., por causa do decreto do Concílio de Constança, e que a Igreja Romana passou a recusar o cálice aos leigos.

Em diversas ocasiões na história dos primórdios da Igreja Romana, os papas condenaram como sacrilégio que se servisse apenas o pão na comunhão.

O decreto de que só se devia servir pão aos leigos foi criado em 15 de junho de 1415, num período bastante confuso da Igreja Romana, quando esta teve três papas, ao mesmo tempo: Gregório XII, Bento XIII e João XXIII, o "ambicioso Cardeal Cossa, que sucedeu Alexandre V", os chamados "papas de Pisa".

É interessante observar que o primeiro Papa João XXIII, considerado ilegítimo (1410-1415), foi retirado sumariamente da lista do papado e o Cardeal Ângelo Giuseppe Roncalli, adotou o nome de Papa João XXIII (1958-1963) a fim de "apagar" a memória da baderna papal reinante nesse período.

O primeiro Papa João XXIII, foi tido, pelos historiadores, "como o mais depravado criminoso que já se sentou no trono papal"! Foi "considerado réu de mais de 70 crimes" (alguns deles hediondos).  "Quando era cardeal, em Bolonha, duzentas jovens freiras e senhoras casadas foram vítimas de seus assédios sexuais! Como papa, violou freiras e donzelas, e viveu em adultério com a mulher do próprio irmão”! "Foi réu de sodomia e outros vícios inomináveis"! “Comprou o cargo pontifício e vendeu cardinalatos a filhos de famílias ricas, negando, abertamente, a doutrina da vida futura"!

Diz-nos o então Arcebispo, D. Jaime de Barros Câmara, já falecido, em seu livro "Apontamentos de história Eclesiástica", que João XXIII foi processado -- "Com a acusação de 72 grandes crimes e na segunda sessão (do Concílio de Constança), foi deposto solenemente, por ter escandalizado a Igreja com sua fuga e costumes".

E continua: "Após muita relutância, João XXIII se submeteu à sentença do Concílio. Seis semanas mais tarde na XIV sessão, o papa legítimo, Gregório XII, depois de ter reconhecido como legítimo o Concílio convocado por Sigismundo, renunciou espontaneamente ao papado em nome da paz da cristandade. Pedro de Luna (Bento XIII) tendo recusado obstinadamente sua resignação foi afinal deposto na XXXVII sessão, como herege sismático. Nada mais restava, a não ser escolher um papa legítimo”.

"Em 12 de novembro de 1417, o cardeal Oddoni Colonna que tomou o nome de Martinho V, foi reconhecido pela Igreja Romana. João XXIII foi posto em liberdade, após quatro anos de prisão, tendo ido prostrar-se aos pés de Martinho V, que lhe conservou as honras de cardeal (a um papa preso pela própria Igreja em razão de tantos crimes!), restituindo-lhe, desse modo, o direito de eleger outros papas, tão corruptos quanto ele...".

"Gregório XII morreu cardeal, dois anos após sua abdicação. Bento XII faleceu em 1424, no castelo de Peniscola (preso), sem se submeter ao concílio, e reconhecido como papa por apenas dois mil fiéis".

É o caso de perguntar: nesse período tão confuso do reinado papal, com três papas brigando pela legitimidade de seus cargos, como ficou a tão propalada "sucessão apostólica"?

Será que a "infalível linha de sucessão pedrinha malasartiana" (conforme citação da pesquisadora Mary Schultze) não foi quebrada nessa ocasião?  Que o bom senso responda por si mesmo!

As declarações de D. Jaime de Barros Câmara encontram-se, disponíveis em seu livro "Apontamentos de História Eclesiástica" (Editora Vozes, 1942, Petrópolis, RJ).

O livro de Mary Schultze -- "A Deusa do Terceiro Milênio", contendo informações detalhadas sobre o "mito Mariano", está à venda na Editora Universal.

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